Milton Alves Júnior
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Servidores da empresa Torre estão trabalhando em horário dobrado neste final de semana. A meta é regularizar o serviço público de coleta de lixo doméstico que deixou de ser recolhido na última sexta-feira, 24, quando parte da categoria decidiu novamente cruzar os braços e suspender as atividades. Conforme números apresentados pela Prefeitura de Aracaju, através da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), diariamente cerca de 540 toneladas de resíduo domiciliar são contabilizadas apenas na capital sergipana. Depois de seis horas de muito diálogo a classe trabalhadora entrou acordo com a administração municipal e decidiu suspender imediatamente a paralisação.
Por meio de nota a direção da Emsurb informou que o impasse entre PMA, empresa e funcionários ocorreu por conta de problemas burocráticos para execução de pagamento junto à Torre. A mobilização de higiene pública teve início já no final da noite da sexta-feira, e começou a ser promovida nos bairros Centro, São José, 13 de Julho, Suíssa, Siqueira Campos e Getúlio Vargas. A perspectiva é que até amanhã todo o serviço domiciliar esteja totalmente regularizado. A direção do Sindicato dos Empregados de Limpeza Pública (Sindilimp) confirmou o reinício dos trabalhos, mas destacou a importância de a prefeitura cumprir com os acordos financeiros realizados a fim de evitar que novos atos públicos voltem a ser realizados pelos garis e margaridas.
"Foi realizada uma reunião extraordinária entre o sindicato, a prefeitura e a empresa Torre na qual ficou garantido que os débitos em questão seriam realmente quitados. Segundo a prefeitura houve um problema administrativo, mas que não irá mais acontecer. Assim esperamos porque percebe-se o quanto nossa categoria está impaciente com os acontecimentos registrados aqui em Aracaju", disse Rayvanderson Fernandes, presidente do Sindilimp. Essa foi a terceira paralisação dos garis e margaridas em menos de oito meses. A última paralisação feita pela classe trabalhadora foi registada há pouco mais de um mês devido a uma dívida milionária orçada em 20 milhões que deveria ser paga pela prefeitura junto à Torre. Na ocasião os trabalhadores cruzaram os braços por três dias, o suficiente para juntar toneladas de lixo por todos os bairros.
Conforme destacado pelo Jornal do Dia na edição de ontem, depois de mais este impasse, na tarde de sexta o presidente da Emsurb, Edson Leal, decidiu entregar o cargo. Quanto ao substituto do ex-gestor, a prefeitura preferiu não se manifestar no momento. A perspectiva é que até a próxima quinta-feira, 30, o nome de um novo presidente seja anunciado pelo prefeito João Alves Filho. "O trabalho de coleta vai permanecer em tempo integral nesse final de semana, principalmente, nos bairros da zona Norte, onde a rápida greve gerou mais impasses. Referente ao acúmulo de lixo nas portas de casa a população pode ficar tranquila porque a situação está prestes a ser normalizada assim como foi prometido", pontuou Rayvanderson.

