Colisão entre caminhão e ônibus deixa um morto e cinco feridos em rodovia

Milton Alves Júnior

Uma colisão envolvendo caminhão e micro-ônibus resultou na morte de um passageiro, e deixou mais cinco em estado delicado de saúde. O sinistro ocorreu por volta das 11h de ontem na BR 101, nas imediações do km 103, município de São Cristóvão. Para atender a ocorrência foram necessárias duas equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que ainda na manhã de ontem deram início às investigações para saber as circunstâncias do acidente. Preso às ferragens, a vítima fatal, que até à tarde de ontem não teve o nome divulgado pelo Instituto Médico Legal, não suportou os graves ferimentos e faleceu antes da chegada de profissionais do Samu.

Conforme esclarecimentos da PRF, baseados em informações não oficiais apresentadas por populares que testemunharam a batida, o condutor do caminhão teria tentado frear a fim de não bater na área traseira do ônibus que realizava o transporte coletivo intermunicipal, mas não foi possível. Um dos motivos para não obter êxito na tentativa foi a alta velocidade alcançada pelo veículo segundos antes de colidir. O local exato do choque é conhecido como área de acesso ao Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan). No início da tarde de ontem a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) confirmou cinco vítimas com escoriações, um óbito, e destacou a agilidade das equipes do Samu para atender mais um caso grave de acidente de trânsito.

Entre os passageiros do ônibus que saíram sem lesão estava a artesã Vilma Duarte dos Santos, que disse não ter ouvido barulho de freio, apenas sentiu o impacto. Visivelmente nervosa, a passageira, moradora de São Cristóvão, afirma ter medo de viajar de ônibus, mas como necessita do transporte, opta por sentar em poltronas centrais. "Todos os dias eu faço esse mesmo trajeto e ando com o coração na mão. Fico no meio porque se tiver batida de frente, ou no fundo, como foi dessa vez, eu possuo a chance de sair com vida. Não ouvi barulho de freio nenhum porque foi tudo muito rápido. Só senti a pressão e acabei batendo a cabeça no banco da frente", narrou. No momento do acidente a pista encontrava-se em perfeito estado de conservação e sem nenhum registro de via com buracos ou molhada.

Sobre as cinco vítimas encaminhadas para o setor de emergência do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), e o homem que acabou perdendo a vida, a artesã disse não lembrar da fisionomia. Após conscientização do que havia ocorrido os passageiros saíram às pressas da parte interna do ônibus em busca de ajuda para aqueles que permaneciam presos às ferragens. "Eu mesma saí correndo porque tinha medo de algum outro carro ou caminhão bater e deixar o problema ainda mais grave. Acredito que eu conheça algumas das vítimas porque esse caminho nós fazemos pelo menos cinco vezes na semana, então devo conhecer. Não olhei para o fundo do ônibus porque estava em pânico e só quando sai foi que comecei a respirar melhor", concluiu Vilma Duarte.
Segundo estimativa da Polícia Rodoviária Federal, a perspectiva é que o laudo técnico apontando as causas do sinistro seja apresentado em até 30 dias úteis, podendo ser, ou não, adiado.

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