Coluna | Tribuna 13-05

Serviços da Deso já são privados
Em artigo publicado esta semana no JD, o vereador Ricardo Marques (Cidadania) mostrou que a maioria dos serviços prestados pela Deso – a estatal de água e esgoto – já são prestados pela iniciativa privada. Na sua opinião, essa é a maior prova de que a terceirização não garante a melhoria dos serviços prestados pela companhia.
A lista de empresas que prestam serviços à Deso listadas pelo vereador é extensa: Os serviços de ligação de água, religação, corte, fiscalização, vazamento e reposição de pavimento, são executados pela empresa privada, a CAMEL empreendimentos e construções LTDA; A CAMEL também faz a maioria dos serviços de rede de esgoto, recentemente também chegou a SERCOL; a leitura de hidrômetro e entrega de fatura e o atendimento Call Center são feitas pela empresa privada MG Setel (Minas Gerais); o atendimento ao público dos SEACs é feito pela empresa privada TELEQUIPE; o serviço de limpeza é feito pela empresa privada MASTERSERV; o serviço de vigilância é feito pela empresa privada FRANCA; o serviço de transporte de pequeno porte é feito pela empresa privada LOC Empreendimentos; transporte de água via caminhão pipa é feito pelas empresas privadas Ascendido Prata EIRELI e EM Engenharia e Logística; o serviço de informática é feito pela empresa privada W Info; a substituição de hidrômetro é feita pela empresa privada Ágil; os serviços em tubulação de ferro e carcaça de bombas são feitos pela SEMIL.
Hoje a Deso só é responsável direta pela captação e distribuição de água. Mesmos serviços que herdará em caso de terceirização.

Novos eleitores
Com a reabertura do cadastro eleitoral após as Eleições 2022, desde novembro, 1.063.127 novos eleitores se alistaram para votar nas próximas eleições.
No mesmo período, 847.359 eleitoras e eleitores solicitaram a revisão de dados para finalidades como, por exemplo, regularizar o documento cancelado. Mais de 64 mil pessoas (64.655) pediram a segunda via do título de eleitor e quase 600 mil eleitores (595.491) fizeram a transferência do local de votação.
A faixa etária de 18 a 20 anos foi a que mais solicitou novos títulos, com 490.029 pedidos de alistamento eleitoral. Já o público de 16 e 17 anos – cujo voto é facultativo – registrou mais de 214 mil requerimentos de alistamento eleitoral no período analisado.
Deputado fanfarrão
O Ministério Público estuda a possibilidade de abrir inquérito contra o deputado estadual Cristiano Cavalcante (União), líder do governo na Assembleia Legislativa, que foi flagrado no final de semana passado jogando cédulas de R$ 50 para uma multidão durante festa no município de Ilha das Flores. A mesa da Alese não vai adotar qualquer providência contra o deputado, que foi prefeito do município.
No plenário, o deputado se desculpou: “Na minha rede social pedi desculpas à população e entreguei esse áudio a todos os meios de comunicação. A minha parte já fiz. Reconheço meu erro, mesmo sendo exposto em todas as redes possíveis que uma pessoa pode passar”.
Um processo cairia muito bem nas costas do deputado fanfarrão.

Disputa na capital
A cada dia aumentam as especulações em torno de uma possível candidatura do ex-governador Belivaldo Chagas (PMA) à Prefeitura de Aracaju. O seu nome, no entanto, não é consenso nem no próprio PSD.
O vereador Nitinho Vitale, que teve um bom desempenho como candidato a deputado federal no ano passado, não abre mão da disputa. E agora até a deputada Katarina Feitosa também manifesta interesse.
Todos eles gostariam de ter o apoio do prefeito Edvaldo Nogueira, que não pode mais disputar a reeleição, e faz uma gestão bem avaliada. Edvaldo, no entanto, só tem olhos para 2026, quando poderá disputar uma das vagas para o senado, ou numa perspectiva mais otimista, o governo estadual.
Caso o governo Mitidieri chegue às eleições municipais bem avaliado, Edvaldo poderá levar o PDT para uma composição com o PSD, Mas em qualquer situação não quer fechar a porta para uma composição futura com o PT.

Piso da Enfermagem
Foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (12) a Lei 14.581/23, que garante R$ 7,3 bilhões para o pagamento do piso nacional da enfermagem. O projeto de lei foi aprovado no final de abril, durante a sessão conjunta do Congresso Nacional (PLN 5/23).
O dinheiro será usado pelo Ministério da Saúde para auxiliar estados, municípios e o Distrito Federal no pagamento dos salários a partir de maio. Os recursos virão de superávit financeiro apurado em 2022 pelo Fundo Social.
O piso foi criado pela Emenda Constitucional 124, sancionada em agosto do ano passado. A medida havida sido suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) até que fossem feitos cálculos sobre o financiamento da medida.
Com o novo piso, a previsão é que enfermeiros recebam pelo menos?R$ 4.750 por mês; técnicos de enfermagem, R$ 3.325; e auxiliares de enfermagem e parteiras, R$ 2.375.
Segundo o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), no País, existem atualmente 2,8 milhões profissionais do setor, entre enfermeiros, auxiliares de enfermagem e técnicos de enfermagem. Já parteiras, são cerca de 60 mil. Elas ajudam em 450 mil partos por ano, sendo 20% na área rural, percentual chega ao dobro no Norte e Nordeste.

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