Coluna | Tribuna 15-04

Relações estremecidas
Não são mais festivos os encontros entre o governador Fábio Mitidieri e o prefeito Edvaldo Nogueira. Não se reúnem mais e as agendas dos dois deixaram de coincidir.
Nesta sexta-feira, Edvaldo inaugurou a Maternidade Lourdes Nogueira, uma das principais obras de sua administração, construída no bairro 17 de Março. O prefeito agendou a inauguração no início do mês, após uma inspeção final. Dias depois, o governador marcou para a mesma data a realização do programa “Sergipe de Todos” no município de Porto da Folha.
As visitas de autoridades também não são mais recebidas em conjunto. Mitidieri recebe isoladamente os seus convidados no Palácio de Despachos e Edvaldo no Centro Administrativo Aloísio de Campos.
É uma prévia do que deve ocorrer nas eleições municipais do próximo ano. Grato pela participação decisiva do prefeito no segundo turno da campanha eleitoral de 2022, Mitidieri sempre dizia que o candidato do grupo seria o escolhido por Edvaldo. Não se fala mais no assunto.
2024, na verdade, é uma prévia da disputa de 2026 quando Mitidieri tentará a reeleição, podendo ter Edvaldo como um forte adversário.

Cargos federais
O novo superintendente regional do Ministério do Trabalho, Emprego e Previdência Social é o petista José Cláudio Silva Barreto, conhecido como Cláudio Caducha, por indicação do ministro Márcio Macedo (Secretaria-Geral da Presidência da República). Márcio, inclusive, foi quem deu posse a Caducha, em solenidade realizada às 13h, no auditório da Superintendência do Trabalho. Estava acompanhado da chefe de gabinete do ministro Luiz Marinho (Trabalho), Lene Texeira.
Cláudio Caducha é o segundo nomeado e empossado para comandar um órgão federal em Sergipe. O primeiro nomeado, em 6 de abril, foi o engenheiro agrônomo André Milanez de Souza, novo superintendente do Incra no estado. A indicação foi do deputado federal João Daniel (PT).
Em Sergipe, continua a disputa pela superintendência da Codevasf entre o senador Rogério Carvalho (PT) e o ex-deputado federal André Moura, presidente estadual do União Brasil.

Filizola é o escolhido
O governador Fábio Mititidieri deve encaminhar à Assembleia Legislativa na próxima semana a indicação do advogado José Carlos Filizola como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, na vaga de Carlos Pinna de Assis, morto no último dia. Os deputados não têm prazo para a apreciação da indicação, mas a tramitação deverá ser rápida, em virtude da proximidade do presidente, deputado Jeferson Andrade (PSD), com o indicado.
Filizola é genro do ex-governador Belivaldo Chagas e tem um bom relacionamento com os deputados que foram reeleitos no ano passado. No governo do sogro foi o chefe da Casa-Civil, responsável pela articulação política do governo.

Abril Vermelho
Com o lema “Contra a fome e a escravidão: por terra, democracia e meio ambiente!”, o MST realizará ações em Aracaju nos dias 17 e 18 de abril, durante a Jornada de Lutas, que acontece em todo Brasil.
O Abril Vermelho, mês de mobilização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em defesa da reforma agrária, marca o episódio que ficou conhecido mundialmente como o Massacre de Eldorado do Carajás, que assassinou 21 Sem Terras em 1996 e, por essa razão e devido a comoção internacional sobre esse episódio da história, o dia 17 de abril foi instituído como marco nacional e mundial da luta camponesa em defesa da Reforma Agrária.

Bolsonaro vai depor
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou, ontem (14), que a Policia Federal (PF) marque o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura os atos golpistas de 8 de janeiro deste ano.
Na decisão, Moraes escreveu que a oitiva [audição] de Bolsonaro, solicitada pelo Ministério Público, é “medida indispensável ao completo esclarecimento dos fatos investigados”.
“Diante de todo o exposto, defiro o requerimento formulado pela Procuradoria-Geral da República e determino à Polícia Federal que proceda a oitiva de Jair Messias Bolsonaro, no prazo máximo de dez dias, devendo a PGR ser previamente avisada do dia agendado para se entender necessário acompanhar a oitiva”, decidiu.
O depoimento foi solicitado no inquérito para esclarecer uma postagem feita nas redes sociais de Bolsonaro no dia 10 de janeiro. Postado dois dias após os ataques, o vídeo questionava a legitimidade do resultado das eleições de 2022.

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