O atacante Kaique Kenji carrega no sangue história pela Seleção Brasileira. Filho do ex-lateral-esquerdo Kléber, ele está vivendo a primeira experiência na Amarelinha, na categoria Sub-20, sendo parte da preparação para os dois amistosos com o Paraguai, nos dias 8 e 11 de agosto.
Com passagem vencedora também por Internacional, Corinthians e Santos, o defensor se sagrou campeão pelo Brasil da Copa América de 2007, da Copa das Confederações de 2009 e do Superclássico das Américas de 2011. O filho, por sua vez, almeja construir sua própria história na equipe e credita ao pai boa parte de sua trajetória.
“Sinto uma enorme gratidão por ter um pai como ele, porque sem ele, eu não seria o que sou hoje. As dificuldades do futebol, a pressão, ficar longe da família, se não fosse ele, eu não estaria aqui hoje, porque ele me ajudou muito quando pequeno. Teve as brincadeiras, mas ele pegou muito no meu pé, e isso foi importante para mim.”
Os conselhos do pai se estenderam até sobre sua posição dentro de campo. Apesar do sucesso e do conhecimento sobre a lateral do campo, aconselhou Kenji a ser atacante.
“Ele me falou para ser atacante, que eu ia ter que correr muito. Falou que eu ia deixar os outros ricos, que é melhor ser rico. Aí ele falou que era melhor ser atacante.”
Além de seu dever paterno com o filho, Kléber cuida da carreira de Kenji, que explicou como o pai lida com cada partida.
“Antes de jogo, ele me manda mensagem bem cedo, para não atrapalhar a concentração, desejando boa sorte. Dependendo do jogo, se fui mal ou bem, ele sempre fala primeiro dos pontos positivos, para não me deixar para baixo, e depois vem com as críticas dele.”
Lesão após a primeira convocação – Esta convocação, na verdade, é a segunda de Kenji. Em outubro do ano passado, machucou-se dias antes de se apresentar para um período de treinos na Granja Comary. Além da lesão, ainda lamentava a perda do título do Brasileirão Sub-20. Hoje, relembra a situação e conta que se manteve de cabeça erguida para crescer no Cruzeiro, tendo passado a integrar o elenco profissional do clube, e ser chamado novamente pela Seleção.
“É uma felicidade extrema. Claro que primeiramente foi uma tristeza por não ter vindo na primeira vez e outra tristeza porque foi depois de perder um título muito importante, que foi o Brasileiro Sub-20. Mas fico muito feliz e muito grato a Deus pela segunda oportunidade. É continuar trabalhando para conseguir uma vaga no Mundial e continuar firme.”


