Kátia Azevedo
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Vendedores de coco, tapioca e outros produtos que comercializam irregularmente em quiosques na Orla de Atalaia terão que deixar o local até a próxima sexta-feira, 13 de fevereiro.
Os comerciantes já foram notificados da decisão tomada pela Empresa Sergipana de Turismo (Emsetur) desde a noite da última segunda-feira, 09, para retirem os toldos da área. Eles deixaram a Feira do Turista, onde pagavam para comercializar, e passaram a ocupar as calçadas. De acordo com os vendedores, o aluguel do espaço chega a R$ 300. Uma outra parte negociava na passarela do artesanato, localizado próximo as pistas de skate da orla.
"Esse espaço não tem visibilidade e os comerciantes são alvos constantes de assaltos. Estamos amargando prejuízos", reclama Ricardo Ramos, vice-presidente da Associação dos Artesãos.
A proposta inicial da Emsetur foi a de que os toldos fossem substituídos por sombreiros, o que, segundo o órgão, foi descartado pelos comerciantes.
A justificativa para a saída dos comerciantes da área é a de que o espaço é irregularmente ocupado pelos vendedores, que acabam ficando na calçada, atrapalhando o tráfego. A Emsetur também alega que a medida foi adotada por uma questão de segurança, porque muitos negociantes manuseiam alimentos com o uso do fogo.
"Os toldos e outros acessórios utilizados pelos donos dos quiosques para ampliar os espaços de atendimento, descumprem o padrão arquitetônico do projeto da Orla, além de estarem fora das orientações de segurança, com risco de ocorrer um incêndio. Iremos notificar 16 comerciantes. Em caso de descumprimento, a gerência da Orla por meio da Emsetur fará a rescisão contratual e a mediata retomada do imóvel autorizado para o uso", disse o gerente administrativo da Orla, Ricardo Soares.
Esta não é a primeira vez que há uma decisão para etirar os comerciantes da área. Em 2012, os ambulantes que comercializavam artesanato e outros objetos nas calçadas da terceira etapa da orla da praia de Atalaia foram proibidos de vender nas proximidades da praça de eventos.
Em dezembro do ano passado, o órgão havia ampliado para 60 dias o prazo para que os comerciantes saíssem da área.
Para os vendedores, a medida é prejudicial ao comércio local. Eles alegam que a retirada dos toldos expõe os consumidores ao sol e a chuva, afastando a clientela. O tema será discutido pela Emsetur e a comissão de comerciantes após o carnaval.


