Comércio está otimista com vendas na Copa

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Comerciantes da Grande Aracaju estão esperançosos que nos dias de jogos do Brasil a venda de produtos não seja tão prejudicada conforme previsto pelos economistas sergipanos há aproximadamente 30 dias. O aspecto positivo para o fortalecimento econômico do Estado de Sergipe foi apontado pelos próprios empresários de micro e médias empresas após o governador Jackson Barreto de Lima ter oficializado que nos três dias de jogos da primeira fase não serão decretados feriado ou ponto facultativo. Na contramão das antigas perspectivas, os setores de decoração, eletrodomésticos e vestuário vêm apresentando um significativo aumento das vendas se comparado ao mesmo período do ano passado.

Entre os polos comerciais mais movimentados de clientes está o centro comercial de Aracaju, em especial os calçadões das ruas Laranjeiras e João Pessoa. Pelo vendedor Hugo Crispim, que trabalha há oito anos no departamento, este ano tem sido um dos mais positivos entre os anos de 2009 e 2013. Até a tarde de ontem, Crispim já havia vendido cinco aparelhos de televisão neste mês. Isso resulta em uma média de 2,5% ao dia.

Ao Jornal do Dia ele enalteceu a realização da Copa do Mundo FIFA de Futebol aqui no Brasil, e disse que a insatisfação do brasileiro com os possíveis gastos abusivos na construção de estádios não tem interferido nas vendas. "A gente até achava que essa onda de protestos pelo Brasil poderia prejudicar nas vendas, mas até o momento a situação é totalmente o contrário. Ao menos aqui em Aracaju as pessoas estão sabendo dividir a falta de punição aos corruptos com o fato dessa competição ser realizada no nosso país", disse.
De acordo com a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), paralelo ao crescimento do comércio de aparelhos eletrônicos e roupas, as lojas de adereços decorativos e demais variedades como perucas estão comemorando amplo avanço nas vendas. Em alguns estabelecimentos deste seguimento, presume-se que o lucro possa alcançar 25% se comparado ao mesmo período de 2010, quando a copa foi realizada na África do Sul.
Para a empresária Silvana Farias Colaço, as promoções para a copa têm contribuído para que mais clientes se dirijam até as lojas e aproveitem as oportunidades de compra. Questionada sobre a demanda de consumidores, a empresária disse ter contratado seis vendedores temporários para este período de festas. "Não teria condições de atender a todos em curto tempo se a gente não contratasse esses seis atendentes que já trabalham para nós nesse esquema há dois anos. Muitos acabam sendo efetivados. Com as vendas boas as contratações acabam entrando no pacote também", disse.

Ainda de acordo com as estatísticas comerciais, outros seguimentos devem contabilizar excelentes vendas. Esse é o caso dos fabricantes de espetinhos, salgadinhos e depósitos de bebidas. Em apenas uma fábrica, especializada em fornecimento de espetinhos, a meta é vender quase 20 toneladas dos mais variados tipos. De acordo com o empresário Júlio César Cardoso, esse período junino já é tradicional por resultar em vendas significativas em virtude dos festejos folclóricos, mas em ano de Copa do Mundo a procura aumenta. "Ano passado nós vendemos mais ou menos 15 toneladas. Algumas boas encomendas já estão sendo feitas desde o final de abril e a nosso trabalho aqui está muito intenso para não deixar o cliente sem atendimento e com o banquete armado nos dias de jogos e São João", afirmou.

Tintas – Outro setor que está deixando os empresários com o sorriso estampado no rosto é o setor de tintas e produtos de pintura. Segundo a vendedora Janeth de Assis, nos últimos 30 dias foram vendidos mais de 50 latões de tinta nas cores verde e amarelo. O aumento chega alcançar picos de até 250% em comparação aos meses de agosto, setembro e outubro do ano passado. "Estamos trabalhando dobrado pra ver se a gente consegue atender a toda demanda. As pessoas estão pintando as ruas e postes nas cores do Brasil e isso tem refletido no nosso comércio", disse. No geral, a perspectiva é que o setor comercial registre um lucro de até 15% se comparado a 2013.

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