Milton Alves Júnior
Concluído o inquérito sobre o acidente provocado pelo delegado da Polícia Civil, Sérgio Ricardo, suspeito de dirigir embriagado uma caminhonete da corporação, a partir desta semana as investigações sobre estas denúncias passam a ser conduzidas pelo Ministério Público Estadual (MPE). Esta análise acontece por intermédio de técnicos os quais compõem a Promotoria de Justiça de Acidentes e de Delitos de Trânsito.
Imagens capturadas por circuitos externos de monitoramento, instalados por residências e pontos comerciais, mostram que o delegado conduzia a caminhonete no dia 29 de julho deste ano, quando supostamente teria perdido o controle do automóvel, colidiu em outro veículo que estava estacionado, e parou em cima do canteiro central.
Inicialmente estas informações já haviam sido confirmadas pela Companhia de Policiamento de Trânsito (Cptran). Nos autos evidencia que o sinistro aconteceu na Avenida Josino José de Almeida, no Conjunto Augusto Franco, zona Sul da capital sergipana. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), bem como a Superintendência da Polícia Civil, não se manifestou sobre o resultado do inquérito. O delegado Sérgio Ricardo – que logo após a colisão foi conduzido à Central de Flagrantes -, também preferiu não se manifestar publicamente sobre este assunto. Já o órgão estadual de fiscalização emitiu nota.
Por intermédio da Promotoria de Justiça de Acidentes e de Delitos de Trânsito, foi dito que: “Considerando que se trata de crime cometido sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a quatro anos, pediu ao juiz prazo para ofertar ao condutor do veículo acordo de não persecução penal”.
Conforme destacado pelo Ministério Público Estadual, a contextualização envolvendo acordos dessa natureza prevê condições especiais a serem cumpridas. A oferta destas tratativas oficiais tem como finalidade o arquivamento da investigação, além da extinção da punibilidade. N dia da ocorrência, diante dos agentes da CPTran, o delegado se recusou a fazer teste do bafômetro, mas aparentava sinais visíveis de embriaguez, como sonolência, olhos vermelhos, odor de álcool e dificuldade de equilíbrio.
O boletim de ocorrência informou também que Sérgio Ricardo foi preso em flagrante e conduzido à Central de Flagrantes para ser interrogado. Durante a tentativa de oitiva, ele optou por permanecer em silêncio. O acusado foi liberado após pagar fiança no valor de R$ 1,3 mil.


