Gabriel Damásio
Dois foragidos da Jus-tiça sergipana consi-derados de alta periculosidade estão presos desde a última segunda-feira em Petrolina (PE). Segundo fontes extraoficiais ouvidas pelo JORNAL DO DIA, um deles é Alessandro de Souza Cavalcanti, o ‘Billy’, condenado a mais de 45 anos de prisão pelo atentado cometido em 18 de agosto de 2010 contra o desembargador Luiz Mendonça, atual presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). O outro é Uarlhes Leal Campos, apontado como líder de uma quadrilha envolvida em assaltos, homicídios e tráfico de drogas em Aracaju e Barra dos Coqueiros.
Eles estavam soltos desde o último dia 22 de agosto, quando fugiram com outros 18 detentos do Presídio Regional Senador Leite Neto (Preslen), em Nossa Senhora da Glória (Sertão). Segundo informações, ‘Billy’ e Uarlhes foram detidos em uma rodovia da região de Petrolina, após serem flagrados e perseguidos pela Polícia Militar pernambucana. Os dois participavam de uma tentativa de assalto ocorrida em Petrolina e tentavam sair da cidade com dois reféns e outros dois suspeitos. Com os foragidos, foram apreendidas duas armas e munições, além de documentos falsos.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirma a prisão, mas diz que a identidade deles ainda precisa ser confirmada oficialmente pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que investiga o paradeiro de ‘Billy’ e de outro condenado pelo atentado contra Mendonça: o ex-policial pernambucano Clodoaldo Rodrigues Bezerra, também foragido do Preslen. A reportagem apurou que o Cope pediu informações à Polícia Civil de Pernambuco, que deve confrontar os dados de identificação registrados nos dois estados. A resposta formal não foi dada até o fechamento desta edição, mas a confirmação de que se tratam realmente dos dois é dada como certa, pelo fato das características serem iguais às das fotos e, principalmente, pelo fato de ‘Billy’ ter um dos dedos indicadores decepado pela metade.
Ainda de acordo com a SSP, caso a identidade de Uarlhes e Alessandro seja oficialmente confirmada, o Cope deve fazer um pedido à Justiça pernambucana para que envie os presos a Sergipe, onde eles ainda têm penas para serem cumpridas aqui no Estado. Esta liberação, no entanto, depende do processo que os foragidos responderão em Petrolina pela tentativa de assalto e pelo porte ilegal de arma.


