Congresso não é empecilho

 

Tudo indica, o Congresso Nacional não será obs-
táculo para o Palácio do Planalto lidar com a 
crise. Quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou o decreto de Calamidade Pública remetido pelo poder executivo. Ontem, a disposição dos senadores era a mesma. 
O parlamento procede bem. Em primeiro lugar, o situação é mesmo digna de todos cuidados. Depois, é preciso levar em conta a disposição beligerante do presidente da República, sempre ansioso para recorrer a espantalhos, livrando-se das próprias responsabilidades. Com o decreto aprovado, erros e acertos do plano levado a cabo pelas autoridades brasileiras, a fim de minimizar os prejuízos humanos e materiais derivados da pandemia de coronavírus, devem ser atribuídos quase integralmente ao governo federal.
Por enquanto, as medidas anunciadas pecam por insuficientes. Além disso, contra todas as evidências científicas, Bolsonaro demorou muito para aceitar a realidade. Somente depois de a bolsa despencar e os investidores fugirem do Brasil como o diabo foge da cruz, o presidente se deu conta de que a pandemia anunciada pela Organização Mundial de Saúde era de verdade.
As expectativas não são nada animadoras. O cenário apontado por todos os economistas é de recessão e aumento do desemprego. Agora, com carta branca para direcionar os recursos para a assistência médica e a proteção econômica dos brasileiros, a competência do presidente e de sua equipe será coloca a prova, de uma vez por todas.

Tudo indica, o Congresso Nacional não será obs- táculo para o Palácio do Planalto lidar com a  crise. Quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou o decreto de Calamidade Pública remetido pelo poder executivo. Ontem, a disposição dos senadores era a mesma. 
O parlamento procede bem. Em primeiro lugar, o situação é mesmo digna de todos cuidados. Depois, é preciso levar em conta a disposição beligerante do presidente da República, sempre ansioso para recorrer a espantalhos, livrando-se das próprias responsabilidades. Com o decreto aprovado, erros e acertos do plano levado a cabo pelas autoridades brasileiras, a fim de minimizar os prejuízos humanos e materiais derivados da pandemia de coronavírus, devem ser atribuídos quase integralmente ao governo federal.
Por enquanto, as medidas anunciadas pecam por insuficientes. Além disso, contra todas as evidências científicas, Bolsonaro demorou muito para aceitar a realidade. Somente depois de a bolsa despencar e os investidores fugirem do Brasil como o diabo foge da cruz, o presidente se deu conta de que a pandemia anunciada pela Organização Mundial de Saúde era de verdade.
As expectativas não são nada animadoras. O cenário apontado por todos os economistas é de recessão e aumento do desemprego. Agora, com carta branca para direcionar os recursos para a assistência médica e a proteção econômica dos brasileiros, a competência do presidente e de sua equipe será coloca a prova, de uma vez por todas.

 

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