Conjunto do Brasil é vice-campeão geral no 41º Mundial de Ginástica Rítmica

(Arthur Soares/Secom)

No sábado (23), o Brasil conquistou um feito inédito no 41º Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, no Rio de Janeiro: a primeira medalha da história do conjunto em Mundiais. Além do pódio, também foi a primeira vez que o Brasil se classificou para duas finais em uma mesma edição da competição.
Diante de uma Arena Carioca lotada, o Brasil somou 55.250 pontos e garantiu a prata no conjunto geral. O Japão ficou com o ouro (55.550), e a Espanha completou o pódio com o bronze (54.750). Ao som de “Evidências”, o conjunto conquistou 27.850 pontos na série com 3 arcos e 2 bolas, emocionando o público. Na sequência, voltou à arena com a série das cinco fitas, em uma coreografia que celebrou a cultura brasileira, alcançando 27.400 pontos.
As ginastas Duda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Maria Paula Caminha e Mariana Gonçalves foram ovacionadas pelo público, que entoou o Hino Nacional junto às atletas na cerimônia de premiação. A equipe é comandada pela treinadora Camila Ferezin, tendo Bruna Martins como auxiliar técnica.
Para tornar o momento ainda mais especial, as medalhas foram entregues pelas mãos de Ricardo Resende, Diretor-Geral da Confederação Brasileira de Ginástica e Presidente do Comitê Organizador Local do Mundial.
“É muito bom ver nosso sonho sendo realizado depois de tantos anos de trabalho. Deus é tão maravilhoso que colocou a gente dentro da nossa casa, cheia de torcida, familiares e com o nosso time no mais alto nível. Foi a chance da nossa vida e, graças a Deus, com muito trabalho conseguimos essa medalha”, celebrou a treinadora Camila Ferezin em coletiva de imprensa após a cerimônia de pódio.
“Como em todos os momentos da nossa vida, os bons e os ruins, a gente superou trabalhando – e dessa vez não seria diferente. A medalha chegou para concretizar tudo o que trabalhamos nesses anos. Brigamos por medalha em etapas de Copa do Mundo, Mundial, e ela chegou”, comemorou Duda Arakaki, capitã da Seleção.
Até então, o melhor resultado do conjunto em Mundiais havia sido na última edição, em Valência, na Espanha. Na ocasião, o Brasil garantiu vaga nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e terminou a série com cinco arcos na quarta posição, nos critérios de desempate.

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