Construção do plano de segurança dos hospitais terá a colaboração de sindicatos

O diretor geral da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), Hans Lobo, aceitou a participação dos sindicatos e do Conselho Estadual de Saúde (CES) para construir o cronograma específico para a elaboração e implantação dos planos de segurança tanto de pessoas como estrutural nas unidades gerenciadas pela FHS, medida que deverá ser feita num prazo de 15 dias para cumprir com a determinação do Ministério Público Estadual (MPE). O acordo de colaboração foi selado na terça-feira (24) durante uma reunião com o gestor da fundação, Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (Seese) e Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa).

Algumas das sugestões que serão encaminhadas, através de um ofício ainda esta semana, são a melhora no serviço de triagem, diminuição da quantidade de acompanhantes dos pacientes e realocação dos seguranças da empresa terceirizada, neste caso, a Sacel para algumas áreas mais específicas, como a UTI, que é um setor mais privado. "São medidas mais simples, de baixo custo, ligadas mais a parte administrativa, que já vão ajudar muito", explica Shirley Morales, presidente do Seese, ressaltando ainda que aumentar o efetivo da Polícia Militar ou da empresa de segurança também é outra medida significativa para resolver parte dos problemas de segurança não apenas do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) como dos hospitais regionais.
O presidente do Sintasa, Augusto Couto, destacou que o diretor da FHS falou na reunião que já teve uma conversa com a Polícia Militar para que haja um contingente maior nos hospitais, até mesmo utilizando os policiais da reserva para trabalhar nestas unidades. "Espero que a gente consiga diante dos fatos que estão acontecendo reverter a situação de imediato porque há serviço no hospital durante 24 horas", diz o presidente.  

CES – A participação do Conselho Estadual de Saúde (CES) na elaboração do plano de segurança foi uma sugestão do Seese, que durante a reunião pela manhã do CES, pediu e recebeu uma moção de apoio em relação a proposta sugerida na audiência no MPE, na segunda-feira, para que o Controle Social de Saúde, através da CES, com a presença dos usuários, pudesse fazer parte e requisitasse a sua participação na confecção do plano.
Na reunião, a presidente do Seese solicitou ainda para que fosse registrado em ata, que a secretaria apresentasse o andamento do relatório de investigação a respeito do incêndio que envolveu a perda de materiais e medicamentos na Central de Logística (Celog) da FHS, porque demanda dinheiro público e o Controlo Social de Saúde precisa estar inteirado em relação às investigações porque se for criminal é preciso identificar os culpados. Por conta disso, ficou deliberado que sairia uma comissão do CES para visitar a instalação da Celog.

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