Kátia Azevedo
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Motoristas associados à Cooperativa de Transporte Alternativo de Passageiros do Estado de Sergipe (Coopertalse) podem paralisar suas atividades no final deste mês.
De acordo com o presidente da Coopertalse, Valdenes Ferreira, o assunto deverá voltar à pauta da categoria no final de março, quando haverá uma assembleia geral que discutirá vários temas envolvendo a operacionalização do sistema de transporte.
Segundo Valdenes Ferreira, a principal reivindicação continua sendo a necessidade de reajuste tarifário. Conforme informa, o último aumento aconteceu há oito anos. "O salário e o combustível aumentaram, mas a tarifa não, o que onera a operacionalização do sistema", disse.
Ele destacou que os custos com os veículos são altos. "Desta forma está impraticável continuar. Esperamos uma nova reunião com o governo para definição de alternativas senão o caos se instalará no transporte público intermunicipal. A paralisação não está descartada", avisa.
No mês passado, os representantes da cooperativa protocolaram um pedido de audiência com o governador Marcelo Déda para discutir a situação. Na ocasião, os cooperados acordaram um prazo de 15 dias, expirado na última quarta-feira, 13, para que uma audiência fosse agendada. "Isso ainda não aconteceu, o que só aumenta a insatisfação da categoria", completa Valdenes Ferreira.
Atualmente, a Coopertalse possui cerca de 250 carros distribuídos em itinerários que atendem 95% do Estado de Sergipe. Por mês, mais de 20 mil passageiros utilizam o sistema, que vem passando por mudanças de gerenciamento. Criada há 14 anos, a Coopertalse foi a primeira cooperativa de transporte alternativo do Brasil a ser regulamentada.
Entre as mudanças, estão a apreciação da proposta da Resolução de nº 005/2012, relativa ao processo licitatório do transporte público intermunicipal e modernização do sistema de transportes, o que vem gerando demandas sobre ações de mobilidade urbana no interior, incluindo o pleito dos operadores do sistema.
Os cooperados reclamam também do valor da tarifa de embarque cobrada nos terminais, que sofreu reajuste superior a 30%, segundo cálculos da Coopertalse. Valdenes Ferreira diz que a tarifa de embarque, que passou de R$ 0,72 para R$ 1,05, causou prejuízos ainda maiores aos cooperados.


