Gabriel Damásio
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A Polícia Civil prendeu dois acusados de envolvimento com o assalto ocorrido no último dia 9 de maio, véspera do Dia das Mães, em uma joalheria da Rua Laudelino Freire, centro de Lagarto (Centro-Sul). Os ex-presidiários Rubens Glauco Barbosa dos Santos, 34 anos, e Alexsandro Cavalcante Soares, 37, foram encontrados e detidos na última sexta-feira, em um bairro da periferia, onde se encontraram com outros dois suspeitos, Jocivaldo Fontes Alves Junior, 26, e Rangel do Nascimento França Costa, 33, os quais foram presos em flagrante e liberados posteriormente por decisão da Justiça. O crime foi investigado pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), com participação da Delegacia Regional de Lagarto.
As apurações concluíram que Rubens e Alexsandro são os dois homens encapuzados e armados que, na manhã do crime, chegaram ao estabelecimento usando capacetes e levaram todos os produtos que estavam em uma vitrine. Segundo o delegado Jonathas Evangelista, diretor do Cope, a dupla foi identificada a partir de depoimentos de testemunhas e outras informações levantadas pelos investigadores. "Flagramos um encontro entre os quatro suspeitos em Lagarto, na porta da casa de um deles, fizemos a abordagem e conseguimos flagrar os quatros com armas, drogas e as mercadorias que foram levadas da joalheria", disse Evangelista.
Parte das mercadorias roubadas foi encontrada na casa de Alexsandro, no povoado Gameleiro. Foram ao todo 46 relógios de marca e cerca de meio quilo de joias em ouro, prata, e outros materiais. Alguns dos produtos ainda estavam com as etiquetas da loja. Além das joias, foram encontrados 300 gramas de cocaína, pequenos pacotes de maconha, uma caixa de munição, um revólver calibre 38 e três armas longas: um rifle calibre 44, uma espingarda calibre 28 com numeração raspada e uma espingarda de pressão. De acordo com a polícia, os dois acusados usaram o rifle e o revólver durante o assalto.
Os outros dois acusados estavam com a maconha e as outras armas. Jocivaldo foi autuado em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma de fogo, enquanto Rangel acabou enquadrado por receptação e tráfico de entorpecentes. Apesar dos indícios de tráfico, a polícia ainda investiga se há alguma conexão entre a venda das drogas e o roubo à joalheria. "A investigação partiu pelo roubo da joalheria e durante as diligências, conseguimos encontrar e flagrar os quatro com armas e drogas. Calhou de que os envolvidos também vendessem drogas. Por enquanto, não podemos dizer que as joias seriam trocadas por drogas, porque ainda não conseguimos fazer essa ligação. Mas recebemos informações de que, além de traficantes, os acusados também eram usuários e estavam tentando angariar fundos para movimentar o tráfico de drogas", suspeita o diretor do Cope.
Outra suspeita a ser investigada é a participação de Rubens e Alexsandro em outros assaltos ocorridos na cidade vizinha de Simão Dias. Pelo menos dois foram confirmados pela polícia e admitidos pelos próprios acusados. "Na noite anterior ao crime, eles roubaram uma motocicleta que foi utilizada no roubo da joalheria. A moto foi abandonada na cidade de Lagarto, recuperada e devolvida ao proprietário. Eles também são autores de um roubo a uma loja de celulares também localizada em Simão Dias, de onde foram subtraídos 31 aparelhos", afirmou Jonathas. Ainda segundo ele, a polícia vai trabalhar agora na identificação e na prisão dos receptadores que ficaram com os celulares e com a outra parte das mercadorias roubadas da joalheria de Lagarto. O valor estimado das joias roubadas não foi divulgado.

