Cândida Oliveira
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Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal em 18 Estados (incluindo Sergipe) e no Distrito Federal (DF) decidiram, em assembleias realizadas na última quarta-feira, entrar em estado de greve. Além de Sergipe, os serviços do órgão podem ser parados em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Ceará, Alagoas, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.
Uma paralisação nacional já está marcada para o próximo dia 11, de acordo com Alexandre Santana Sally, diretor da Fenapef e presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal no Estado de São Paulo (Sindpolf-SP). A intenção é reivindicar melhores condições de trabalho e reestruturação da carreira. "Somos uma carreira de nível superior que exerce atividade complexas e nossa portaria de atribuições é de nível médio, não reconhece nossa atividade da maneira correta", destacou Alexandre.
O representante dos policiais esclarece que a questão salarial não é o foco dos protestos. "Queremos chamar atenção para o descaso e a falta de estrutura da Polícia Federal. A reestruturação da carreira tem como reflexo também a questão salarial, mas não é só isso", reivindica. Depois do dia 11, estão agendados protestos no dia 25 e 26 de fevereiro, com paralisação de 48 horas. "Esse calendário vai se concretizar ou não de acordo com a resposta do governo", disse Sally.
Copa – Alexandre disse que não há condições de garantir a segurança durante a Copa do Mundo 2014, que começará no dia 12 de junho, em São Paulo. "Somos a favor de que a Força Nacional de Segurança e as Forças Armadas assumam sozinhas a segurança do evento", disse, argumentando que o governo está tentando colocar atribuições à PF que não fazem parte de sua área de atuação. "Querem, por exemplo, que nós sejamos responsáveis pela escolta de delegações. É uma arbitrariedade", disse.
Correios – Os funcionários dos Correios estão em greve desde o dia 29 de janeiro e não há data definida para o retorno das atividades. Mesmo paralisados, os funcionários da estatal em Sergipe vão diariamente às portas das agências. "É a nossa forma de protestar", diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Sergipe (Sintect/SE), Adriano Lima. De acordo com o sindicalista, uma das reivindicações é a não mudança na gestão do plano de saúde. "Se houver mudanças, os prejudicados somos nós, pois vamos deixar de ser beneficiários para sermos associados. A empresa está descumprindo uma cláusula que diz que não pode haver mudança do plano", afirma.
A assessoria de comunicação dos Correios esclareceu que a paralisação é parcial e contrária à Postal Saúde, uma caixa de assistência patrocinada e mantida pelos Correios para administrar o plano de saúde que atende aos empregados da empresa e seus dependentes. "Em Sergipe, a paralisação parcial teve início na quarta-feira, após aprovação em assembleia realizada pela categoria. Segundo dados do sistema eletrônico de registro de presença, em todo o estado, apenas 9% dos empregados aderiram ao movimento. Todas as agências estão funcionando normalmente e os serviços, inclusive de entrega de cartas e encomendas, continuam sendo realizados", comunica a nota.
Os Correios reafirmam que não haverá nenhuma alteração no atual plano de saúde dos trabalhadores, o CorreiosSaúde. Nenhuma mensalidade será cobrada, os dependentes regularmente cadastrados serão mantidos e o plano de saúde não será privatizado. A estatal garante que as condições serão mantidas, que os percentuais de co-participação não serão alterados e que os trabalhadores dos Correios não terão custos adicionais. A Postal Saúde, que administra e opera o plano CorreiosSaúde desde janeiro deste ano, é registrada na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e segue diretrizes definidas pela ECT. As regras do plano não foram alteradas.


