Coutto Orchestra é Sergipe em Garanhuns

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Eletro Fun Farra, o primeiro disco da Coutto Orchestra, vai ser lançado somente em agosto, mas quem se dispor a visitar o festival de Inverno de Garanhuns vai poder sentir o gostinho do registro. De acordo com Alisson Coutto (trombone, vocal e samples), o convite para a apresentação não poderia ter ocorrido em momento mais oportuno. "Estamos ansiosos para apresentar esse trabalho. O Eletro Fun Farra é fruto de um investimento coletivo que envolveu muita gente, um bloco de grupos criativos, a exemplo da Calango Design e Comunicação e da produtora Café com Guaraná, que constitui uma parte muito ativa de nossa cena independente. Executar as canções desse disco diante do público é como sublinhar a vitalidade da cadeia criativa sergipana".
O músico explica que o disco reúne os elementos que abriram as portas do mundo para a alegria festiva da banda e apela para uma batida forte, fruto de uma pesquisa dedicada aos ritmos que marcam o pulso da aldeia global, para dar sentido à provocação imagética que orientou o processo de construção do álbum.
Assim como as intervenções eletrônicas que dão esteio às composições assinadas por Alisson Coutto estão sempre aliadas à marcação precisa do baterista Fabinho Espinhaço e aos improvisos melódicos dos músicos Vinícius Big John (acordeon, teclados e vocal) e Rafael Ramos (contrabaixo, vocal e teclados), o projeto de Eletro Fun Farra extrapola a esfera estritamente musical para evocar todos os sentidos do público.
Além das projeções visuais realizadas durante as apresentações da Coutto Orchestra, o projeto de Eletro Fun Farra prevê a realização de uma exposição itinerante com o trabalho desenvolvido pela designer e artista visual Gabi Etinger sobre as fotografias de Moema Costa capturadas especialmente para o projeto gráfico disco.
Gabi, que também é responsável pela nova marca da banda, atesta a satisfação de fazer parte de um trabalho tão cuidadoso. "A composição circular da marca Coutto Orchestra faz alusão às canções da banda, baseadas sempre numa base eletrônica simples, em cima da qual os músicos improvisam melodias e fraseados sinuosos, que partem de um ponto comum, percorrem caminhos distintos e depois se encontram novamente, criando um todo orgânico e envolvente. Por isso a forma foi vazada por traços longilíneos e alongados, uma referência à natureza lânguida dessas melodias, representação gráfica da experiência sensorial (notar que a forma também pode remeter a um vórtice ou um fone de ouvidos) pretendida pela banda".
Eletro Fun Farra é composto por dez faixas dedicadas à celebração, um caldeirão sonoro que transcende a geografia com o propósito de comunicar sensações imagéticas através da música.

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