Mais um caso de abandono de vulnerável foi registrado em Sergipe. Um recém-nascido do sexo masculino foi deixado na manhã do último domingo, 10, ao lado do posto da Guarda Municipal de Aracaju, situado no Mercado Albano Franco. Conforme informações apresentadas pelo Conselho Tutelar, as investigações iniciais mostram que os pais da criança são usuários de drogas e residem em ruas paralelas ao mercado. Antes da criança ser deixada no posto da GMA, a mãe teria deixado a criança com terceiros – também usuários de entorpecentes, e não retornado para buscá-la.
Os dados foram apresentados pela conselheira Iolanda Nascimento, a qual é responsável pelas investigações. A princípio, o abandono provocado pela mãe teria começado ainda na tarde do sábado e apenas se concretizado aos órgãos públicos no início da manhã do domingo. Durante diálogos promovidos com agentes municipais e trabalhadores do mercado o Conselho Tutelar descobriu que a mãe da criança costumava a andar com o filho pela localidade, e que ela já teria dado outros herdeiros. Até a tarde de ontem o nome dos possíveis pais ainda não haviam sido divulgados pelo conselho.
"Nós fazemos um apelo para que essa mulher nos procure, pois a identidade dela será preservada, só precisamos de mais informações que nos levem até a mãe desta criança ou a familiares que possam cuidar dela. Voltamos a garantir que não iremos divulgar o nome dos responsáveis, queremos apenas tentar ajudar essas famílias que estão abandonando os filhos", declarou Iolanda Nascimento. Ainda de acordo com a conselheira "uma mulher teria se apossado do bebê com essa moradora e levou para passar a noite, deu banho e comida, e na manhã de ontem entregou na base da Guarda Municipal".
Socorro – Na manhã de ontem outro caso de abandono de criança foi assunto no Tribunal de Justiça de Sergipe. Trata-se da criança que foi deixada dentro de uma sacola plástica no Conjunto João Alves, em Nossa Senhora do Socorro. Segundo relatos apresentados pela Assessoria de Comunicação do TJ/SE, a criança foi encaminhada para o abrigo Gilton Feitosa, localizado em Socorro, enquanto a identidade dos pais segue na mira da Polícia Civil. Assim como foi destacado na semana passada, o conselheiro tutelar Antônio Paulo de Jesus voltou a destacar que é de fundamental importância que as pessoas busquem os órgãos responsáveis para apresentar informações que ajudem a elucidar a ocorrência.
Diante do sumiço dos pais – diretamente responsáveis pelo bebê, os avós ou tios com maior idade e condições financeiras terão prioridade para conquistar a guarda da criança.


