Criminosos se passam por defensores públicos para dar golpes

A Defensoria Pública do Estado de Sergipe vem recebendo denúncias de cidadãos que foram vítimas de quadrilhas criminosas, as quais estão se passando por defensores públicos e aplicando golpes sobre direitos ao recebimento de valores referentes aos planos econômicos baixados pelo governo federal entre as décadas de 1980 e 1990.

O defensor público e secretário geral, Almo Batalha Britto, contou que recebeu uma ligação da mãe de uma amiga que buscou a veracidade da informação antes de cair no golpe. “Dona Djalma Santos me relatou que recebeu uma ligação de um homem que se identificou pelo nome de Pedro Paiva informando que a mesma teria direito a R$ 58 mil referente a planos passados como Bresser ou Collor, direito este que seria de 2013 e, para retirar, o prazo se esgotaria às 15h do mesmo dia. Ele pediu ainda que a senhora se dirigisse a sua agência bancária e depositasse R$ 1.498,90 em nome de um suposto tabelião de cartório, ‘Dr’ Francisco Marcos, que seria a pessoa responsável pela conversão dos valores em cruzeiros para reais”, relatou.

Segundo o defensor, o criminoso pediu também que a vítima informasse os dados bancários e CPF. “Dona Djalma forneceu as informações e o tabelião disse que estava agindo com Marcelo Paiva e que ambos eram defensores públicos”, conta Britto. Diante da denúncia, ele ligou para os telefones fornecidos pela vítima. "Após diversas ligações sem sucesso, uma mulher atendeu informando que os supostos “defensores públicos” Pedro Paiva e Marcelo Paiva estavam em horário de almoço. Logo, perguntei se teria o número do tabelião e a atendente transferiu a ligação para um tal de Francisco, que ficou nervoso e disse não ter nada a ver com o processo da dona Djalma, mas que estava cobrando somente os seus serviços de conversão de valores”, disse.

“Ao questionar se os supostos defensores públicos eram da União ou Estado, o homem retrucou pedindo que perguntasse direto aos mesmos. Consegui finalmente falar com Pedro e perguntei como ele chegou a dona Djalma se a mesma nunca teria pleiteado esse direito na justiça e, irritado, me respondeu que se ela quisesse receber o valor que depositasse a importância do tabelião, afinal, era um direito dela de 2013, e assim que me identifiquei como defensor público o homem desligou e não atendeu mais nenhuma de nossas ligações”, concluiu Britto.

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