Crise nas urgências da capital debatida no MPE

O secretário da Saúde de Aracaju, Alvimar Rodrigues de Moura, e a secretária adjunta Vera Mendonça participaram de audiência pública realizada ontem, 27, na sede do Ministério Público Estadual (MPE), liderada pelo promotor de Justiça Fábio Viegas Mendonça de Araújo. O objetivo da audiência foi apresentar estratégias para firmar acordos e parcerias entre os gestores da saúde municipal e estadual, priorizando um melhor atendimento das redes de urgência e emergência para a população.
Os principais pontos debatidos foram sobre as escalas médicas das Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) Fernando Franco e Nestor Piva, além dos problemas dos aumentos da demanda de atendimento do Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (HUSE) e dos leitos de retaguarda.
De acordo com Alvimar Rodrigues de Moura, a reunião com os gestores e técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) foi de extrema importância, pois o debate serviu para firmar parcerias e mostrar que os problemas abordados vão muito além da simples recomposição de escalas de médicos. "Estamos adotando uma série de medidas visando minimizar o impacto de assistência aos pacientes que buscam o atendimento nas UPAs. A recomposição da escala médica é prioritária e precisa ser feita, mas o problema é muito maior, pois as UPAs e os médicos que lá atuam sofrem também a questão da superlotação, assim como o Huse sofre", explicou.
Alvimar Rodrigues destacou que, do total de pessoas atendidas nas UPAs, menos de 5% são de doentes críticos. "Além disso, o atendimento nas UPAs é afetado porque há dificuldade em encaminhar os pacientes ao Huse por conta de indisponibilidade de vagas. A reunião serviu para solucionar quais os pacientes merecem atendimento prioritário em cada rede hospitalar, com o objetivo de resgatar um atendimento com padrão de qualidade à população.", disse.
O secretário destacou ainda que a Saúde de Aracaju tem contratos com os Hospitais Cirurgia, São José e Santa Izabel, para disponibilizar leitos de retaguarda. "Tanto o município quanto o Estado têm que exercer seu poder de gestão destes leitos, no intuito de diminuir a lotação e consequentemente outros problemas sejam solucionados, pois o paciente não é estadual nem municipal, o importante é que ele seja atendido", pontuou o secretário.
Na próxima quarta-feira, 2, às 9 horas, no Centro Administrativo da Prefeitura de Aracaju, será realizada nova reunião entre os gestores da saúde municipal e estadual para discutir sobre o Plano de Atendimento de Urgência e Emergência do Estado.

Compartilhe esta notícia