CUT diz que prefeito quer fechar sindicato em Propriá

Após uma sequência de ataques aos servidores públicos municipais de Propriá, o prefeito José Américo de Lima (PSC) enviou um ofício ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Propriá (SINDSERV), filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), cobrando o registro do sindicato junto ao Ministério do Trabalho e Emprego ou a Carta Sindical.
O atraso em mais de dois meses do pagamento do salário de servidores públicos do município junto a várias denúncias de abusos e assédios cometidos contra trabalhadores da Secretaria de Obras marcaram um ano de conflitos e embates entre trabalhadores e Gestão Municipal.
No último mês do ano, o assunto mais comentado em Propriá é a ameaça do prefeito de que vai fechar o sindicato sob a justificativa de que ele está irregular. Através de ofício a Prefeitura alega que o registro em Cartório, que vinha sendo utilizado desde a fundação do sindicato, em 2004, agora não é suficiente.
O vice-presidente da CUT/SE, Roberto Silva, repudiou a atitude do prefeito de Propriá, e enfatizou que nenhum prefeito tem autoridade para fechar sindicato. "A Constituição Federal no artigo 8º estabelece o princípio da liberdade sindical. Para ser criado regularmente um sindicato só depende da aprovação dos trabalhadores em assembleia geral e do registro do mesmo em cartório. A Carta sindical é para efeito do recolhimento do imposto sindical, portanto nenhum sindicato pode ser deslegitimado porque não tem Carta sindical, e prefeito nenhum tem autoridade para fechar sindicato. Um sindicato só pode ser extinto pela própria base que o decida em assembleia. A atitude do prefeito de Propriá, assim como ocorreu com o prefeito de Telha, há poucos meses, é repudiável e não tem qualquer legitimidade", criticou.

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