CUT/SE quer saber como será o voto dos senadores sergipanos no impeachment

A Central Única de Trabalhadores (CUT-SE) enviou ofício para todos os senadores que representam o Estado de Sergipe no Congresso Nacional, na sexta-feira, dia 29, solicitando uma audiência para discutir o posicionamento de Maria do Carmo (DEM), Antônio Carlos Valadares (PSB), Eduardo Amorim (PSC) e Ricardo Franco (DEM) sobre a votação do processo de impeachment da Presidenta da República, Dilma Roussef (PT).
No documento enviado para cada gabinete, os dirigentes sindicais adiantaram que: "A CUT Nacional e local já expressaram publicamente sua posição pela manutenção da Presidenta Dilma democraticamente eleita pelo povo brasileiro com mais de 54 milhões de votos. Porém, não somente porque assim defendemos o fortalecimento da Democracia, mas, principalmente, porque sobram razões para o Projeto ‘Ponte para o Futuro ou Plano Temer’".
Os dirigentes sindicais da CUT/SE avaliaram que tal Projeto deve ser estancado, desativado, por apontar para um cenário de retirada de direitos da classe trabalhadora e retrocesso histórico expresso em alguns dos itens abaixo:
o Alterações nas regras da Previdência, entre outras, na idade mínima para a aposentadoria que pode chegar a 70 anos, medida que penaliza o trabalhador de baixa renda, que começa muito cedo no ofício, especialmente o trabalhador nordestino, que têm uma expectativa de vida media, segundo IBGE, de 67 anos;
o Ampliação da terceirização, ou seja, flexibilização de direitos já assegurados nas leis e acordos trabalhistas, com grande risco de perdas para os trabalhadores e de precarização das condições de trabalho;
o Reavaliação de Programas Sociais, sem deixar claro em que sentido se dará tal reavaliação;
o O Projeto "Ponte para o Futuro ou Plano Temer" tem conotação preconceituosa, pois tende a reverter conquistas das mulheres, da população negra, dos povos indígenas, LGBT, crianças e adolescentes;
o Desobrigação dos repasses públicos obrigatórios para saúde e educação, além do Projeto "Escola Sem Partido", propostas inconstitucionais e doutrinárias e;
o Limitações dos gastos públicos e congelamento de salários dos servidores públicos penalizando aqueles que levam para a população mais carente as políticas públicas.-

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