Defesa Civil diz que há desabrigados em Sergipe

AS CHUVAS DOS ÚLTIMOS TRÊS DIAS DEIXARAM PELO MENOS 40 FAMÍLIAS DESABRIGADAS NO ESTADO; A PONTE DE SANTA ROSA DE LIMA APRESENTOU FISSURAS, MAS DER GARANTE QUE ESTRUTURA NÃO FOI ABALADA

Milton Alves Júnior

Depois de três dias seguidos de chuvas intensas e rajadas de ventos alcançando até 60 km/h, ao menos 40 famílias sergipanas seguem desabrigadas, recebendo apoio público social. Um levantamento apresentado pela Defesa Civil de Sergipe indica que, entre a tarde da sexta-feira (24), e a manhã de ontem, dez cidades interioranas se depararam com a necessidade de reivindicar, em caráter de urgência, auxílio técnico após contabilizar sucessivos danos provocados pelo mau tempo. Paralelo às intercorrências registradas em centenas de residências, houve, também, notificação indicando queda de árvores, postes de rede elétrica, comunidades ilhadas, colapso de placas [trânsito e publicitárias], inundações de ruas e avenidas, transbordamento de rios e dano estrutural em pontes.
Um relatório apresentado pela coordenação geral da Defesa Civil indica que, até a tarde de ontem, haviam solicitado amparo os seguintes municípios: Porto da Folha (três famílias desalojadas); Santa Rosa de Lima (ponte apresentou rachaduras); Poço Redondo (inundações e alagamentos); Salgado (retirada de algumas famílias de suas residências); Santana do São Francisco (telhados danificados e interrupção no serviço de energia elétrica); Telha (alagamentos); Pacatuba (queda de árvores e casas danificadas); Canindé de São Francisco (comunidade Marruá ficou isolada); São Cristóvão (queda de um poste e uma árvore) e Campo do Brito (11 pessoas de duas famílias foram desabrigadas).
As ações contam com a participação direta de agentes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e através de técnicos lotados nos departamentos administrativos da própria SSP. Por apresentar vulnerabilidade crítica inferior ao cenário trágico enfrentado pela região Sul do estado da Bahia, efetivo e aeronave pertencente ao Grupo Tático Aéreo (GTA), seguem em operação no estado vizinho. A permissão para o deslocamento foi autorizada pelo governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, na tarde da última sexta-feira, dia 24. Apesar das dezenas de ocorrências envolvendo colapso de estruturas residenciais e famílias desalojadas, na menor unidade federativa do país nenhum óbito provocado pelas tempestades foi registrado pelo Instituto Médico Legal (IML) até a noite de ontem.
Na cidade de Neópolis, por exemplo, toda a safra de arroz que ainda não tinha sido colhida, foi perdida, segundo notificado pelos produtores responsáveis. Em nota pública, a prefeitura oficializou no final da manhã de ontem que de imediato comunicaria o fato ao governo do estado, com o objetivo de estudar e deliberar ações capazes de acolher todas as famílias afetadas. Apesar do pedido de intervenção governamental, o economista Luiz Moura lamenta que ações preventivas não tenham sido realizadas. “As chuvas vêm causando prejuízos de cerca de 60% e em alguns casos até 100% da produção dos pequenos e médios rizicultores. Estamos nos deparando com grandes perdas devido à falta de política pública e planos adequados no processo produtivo”, declarou.
Aeroporto – A empresa espanhola Aena Desarrollo Internacional, grupo responsável pela administração do Aeroporto Santa Maria, em Aracaju, confirmou que uma aeronave da empresa Azul, foi impossibilitada de decolar na madrugada de ontem depois que o sistema de iluminação da pista apresentou falhas no balizamento elétrico da pista de pouso e decolagem, entre 2h24 e 3h45. Análises periciais realizadas minutos após o cancelamento do voo, indicou que a pane foi provocada em decorrência das fortes chuvas, as quais também atingiram a capital sergipana. De acordo com a Azul, todos os passageiros que seguiam com destino à cidade de Campinas (SP), foram acolhidos, inclusive, com a disponibilização de voo extra.

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