Dengue pode ter matado técnico em enfermagem

APESAR DAS AÇÕES PREVENTIVAS, CASOS DE DENGUE SE REPETEM NO ESTADO (Divulgação/PMA)

Pela segunda vez em menos de 72h, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) se deparou com a informação indicando mais uma morte supostamente provocada pela Dengue em Sergipe. Trata-se de Valdir Fernandes de Almeida Júnior, um profissional da saúde que trabalhava como técnico em enfermagem no Hospital Regional de Itabaiana e no Hospital Universitário de Lagarto. O primeiro caso desta semana foi registrado na terça-feira, 27, quando a Secretaria Municipal de Saúde, na cidade de São Cristóvão, constatou o óbito de Acácia Cristina da Silva Santos, de 47 anos, residente do Conjunto Eduardo Gomes. Apesar dos intensos indícios direcionados para a Dengue, uma perícia está sendo realizada com a perspectiva de confirmar a causa das mortes.
Apesar da existência de vacina contra os efeitos provocados pelo mosquito Aedes Aegypti, a baixa procura nas Unidades Básicas de Saúde tem contribuído para o aumento de casos envolvendo pacientes com complicações. Este cenário negativo não é exclusivo do estado de Sergipe. De acordo com dados atualizados nesta quarta-feira, 29, pelo Ministério da Saúde, o Brasil já registrou mais de três mil mortes confirmadas por dengue neste ano de 2024; com base no Painel de Arboviroses do Governo Federal, a pasta revela que este número equivale a pouco mais de 20 mortes por dia desde o começo do ano. No mesmo período do ano passado (até a semana 20), o país tinha 867 óbitos.
Este é o maior número desde o início da série histórica, em 2000. O recorde anterior de óbitos ocorreu em 2023, com 1.179. Já o terceiro ano com maior número foi 2022 com 1.053. O estado de São Paulo concentrava até o início desta semana o maior número de mortes (805), seguido por Minas Gerais (519), Paraná (367) e Distrito Federal (365). Na outra ponta, Acre e Roraima não registraram nenhum óbito por dengue este ano. Em Sergipe, caso os dois estudos em análise forem confirmados, serão cinco mortes notificadas. Em todo o ano passado foram registrados 296 casos confirmados e nenhuma morte. Houve aumento significativo também no número de amostras recebidas pelo laboratório.

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