Chico Freire
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Com 12 votos contra e nove a favor, a bancada de oposição na Assembleia Legislativa, liderada pelo senador Eduardo Amorim (PSC), rejeitou ontem o empréstimo do Proinveste, no valor de R$ 727 milhões, junto ao BNDES e Caixa Economia Federal.
Num total de três projetos, um no valor de R$ 160 milhões e outro no valor de R$ 400 milhões, ambos junto à Caixa Econômica Federal, e um outro no valor de R$ 167,3 milhões junto ao BNDES, perfazendo um total de R$ 727 milhões, dentro do Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e do Distrito Federal – Proinveste -, do governo federal, onde foram disponibilizados cerca de R$ 20 bilhões, contemplando 17 estados, que já tiveram suas autorizações aprovadas pelas Assembleias Legislativa. "Sergipe é o único dos 17 estados que não teve sua autorização aprovada pela Assembleia", disse o líder do governo na Casa, deputado Gustinho Ribeiro (PSD).
Antes do inicio da votação em primeira discussão, o deputado Francisco Gualberto (PT) pediu a presidente da Casa, deputada Angélica Guimarães (PSC), que transferisse a votação para o dia de hoje, devido a falta dos deputados Conceição Vieira (PT), em viagem, e Luiz Mitidieri (PSD), licenciado por problema de saúde, mas os apelos não foram levados em conta e os projetos foram mantidos na pauta.
"A votação de hoje ficará marcada na história de Sergipe com a implantação da política do quanto pior melhor", desabafou Gustinho, assegurando que a Casa legislativa no dia de hoje (ontem) prestou um desserviço ao estado de Sergipe e negou ao estado a possibilidade de se desenvolver, sendo o único dos 17 estados escolhidos para receber recursos do Proinveste que a sua Assembleia não autorizou, lamentado a votação, onde segundo ele, a oposição fez mais uma manobra colocando os projetos em votação para prejudicar o povo sergipano e o Estado de Sergipe, negando os recursos do Proinveste.
Segundo o deputado, ao negar o Proinveste, os deputados da oposição negaram ao estado o direito de construir cinco Centros Profissionalizantes, construção de rodovias, construção de um novo IML, reformas e ampliação de escolas, reformas de hospitais, construção do Hospital do Câncer, construção de mais de 10 mil de casas habitacionais, recuperação, reforma e melhoria de perímetros irrigados, aquisição de máquinas e equipamentos, implantação de sistema de esgotamento sanitário, construção de pontes, duplicação da avenida Euclides Figueiredo, geração de 27 mil empregos, equipamentos hospitalares, fundo para obras do PAC e Minha Casa Minha Vida, aquisição de máquinas e equipamentos para a Deso e Cohidro, além de outros investimentos.


