DHPP prende homem acusado de participar da morte de filho de policial

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) anunciou ontem a prisão de Felipe Bruno Santos, 21 anos, o "Felipe Pezão", suspeito de fornecer o revólver utilizado por um adolescente de 17 anos em um homicídio. O crime aconteceu em 19 de abril do ano passado, numa praça do Conjunto Augusto Franco (zona sul), e teve como vítima o estudante Victor Hugo Costa Santos, filho de uma agente da Polícia Civil. Ele chegou a ser internado no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), mas morreu em 25 de abril.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Antônio Sérgio Pinto, o crime ocorreu quando o adolescente teria efetuado vários disparos contra a vítima, utilizando o revólver emprestado por Felipe. "A equipe foi até a residência do acusado, cumprindo um mandado de busca e apreensão, e apesar do Felipe negar ter entregado a arma para o jovem, as investigações apontam o contrário. Quanto à arma do crime,

ainda não conseguimos localizar", explicou.
Ainda segundo Antônio Sérgio, no início das investigações, a polícia acreditava que a motivação para o crime seria o envolvimento com drogas, mas nada foi comprovado. O que se descobriu depois foi que o adolescente teria uma rixa com Victor, motivada por uma briga de bar e por uma suposta ligação dos envolvidos com torcidas organizadas rivais.

Já o adolescente que teria praticado o homicídio foi assassinado em 22 de novembro de 2014, no bairro Atalaia (zona sul). "Esse crime está sendo investigado por nós e acreditamos que pode haver uma ligação com o tráfico de drogas, visto que, o jovem traficava drogas", concluiu o delegado, explicando ainda que o menor era muito amigo de Felipe e pediu a arma dele emprestado para matar o filho da policial.

Mais um crime – Meia hora antes de ser apresentado no DHPP, no Santos Dumont (zona norte), "Pezão" foi reconhecido por duas mulheres que estavam prestando queixa na 2ª Delegacia Metropolitana (2ª DM), no Getúlio Vargas, onde o acusado estava detido. Elas relataram que foram assaltadas no último domingo quando saíam da praia, na Atalaia Nova (Barra dos Coqueiros) e apontaram Felipe como um dos bandidos que as renderam e levaram vários objetos pessoais.

Aos jornalistas, Felipe negou tudo. Disse que estava viajando no domingo e que não tem e nem emprestou nenhum revólver, apesar de ter conhecido Victor e o adolescente como "pessoas que andavam lá no bairro". "A arma não era minha não, era dele mesmo, porque ele estava envolvido com infração", alegou. Apesar da negativa, o acusado disse que já sabia que poderia ser preso a qualquer momento. "Eu já sabia de hoje que eu estava com a [prisão] preventiva já batida. Os policiais foram lá em casa e me pegaram na rua, mas eu não devo nada não, nem fiz nada", disse Felipe.

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