Quem os encontra recolhendo lixo nas ruas não imagina a bagagem de vida que carregam, as dificuldades, os sonhos e a importância que o trabalho tem na vida de cada um deles. No Dia Nacional do Gari, celebrado nesta segunda-feira (16), apresentamos as histórias de três pessoas que estão tendo a oportunidade de exercer a profissão: Érica Leite dos Santos, Andrezza Francisca dos Santos e John Kleber Ferreira da Silva. Antes desempregados ou em trabalhos informais, os três vão comemorar o Dia do Gari pela primeira vez como agentes de limpeza de Aracaju.
"Sempre achei uma profissão bonita e sabia que um dia realizaria o meu sonho", diz Érica, de 20 anos. Casada, mãe de três filhos, Érica trabalhou como cabeleireira, manicure e cuidadora de idosos antes de ser contratada pela Cavo – empresa responsável pela limpeza urbana na capital sergipana. "Para minha felicidade, consegui uma vaga de gari para o meu marido, que também estava desempregado. Esses dois empregos foram um presente de Deus", conta.
Com sol ou chuva, os garis realizam um trabalho essencial à saúde, varrendo ruas e recolhendo o lixo para a limpeza e conservação das áreas públicas.
O trabalho de agente de limpeza é o primeiro emprego com carteira assinada na vida de Andrezza, que tem 21 anos e mora no município de Laranjeiras. Ela soube pelo vizinho que a Cavo tinha chegado na capital e estava contratando pessoas para trabalhar na varrição. "Falei na mesma hora que seria varredora de rua. Vim para Aracaju, enfrentei uma fila imensa e fui chamada no mesmo dia. Valeu todo o esforço para conseguir uma vaga e hoje ajudar meu marido nas despesas da casa".
Imprescindíveis no dia a dia das cidades brasileiras, os profissionais ganharam reconhecimento público através do Projeto de Lei 1347/2011, da Câmara dos Deputados, que instituiu 16 de maio como o Dia Nacional do Gari, data que agora pode ser festejada por John Kleber, de 21 anos.
Desempregado há meses antes de ser contratado pela Cavo, John Kleber também trabalha pela primeira vez como gari. Residente do Conjunto Marcos Freire, o jovem estava à procura de um emprego fixo para ajudar no sustento da família. "Essa oportunidade chegou em boa hora, pois minha mãe e meu padrasto vivem de bicos. Agora, com carteira assinada, posso garantir o pagamento de contas de água, energia e até do gás da nossa casa", diz.
A equipe da Cavo em Aracaju é formada por pessoas com muitos anos de experiência na função e que já atuavam na cidade, bem como por jovens como Érica, Andrezza e John Kleber que estão desenvolvendo a atividade pela primeira vez. O time conta, ao todo, com 1.100 agentes de limpeza e 170 veículos envolvidos na operação.

