Dinheiro recuperado pela PRF havia sido roubado em loja de Aracaju

Milton Alves Júnior

Menos de 24 horas após a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prender três homens em posse de 67 mil reais em espécie, o setor de inteligência da Polícia Civil identificou a origem do dinheiro. Uma loja, localizada na região central de Aracaju, teria sido invadida e saqueada pelo grupo criminoso. A conexão em curto prazo entre os fatos foi possível em virtude de a direção do estabelecimento comercial ter prestado queixa junto à Delegacia Plantonista Metropolitana. Conforme destacado pelo JORNAL DO DIA na edição de ontem, os suspeitos foram abordados conduzindo um veículo suspeito.
A ação aconteceu em uma unidade da PRF, localizado no município de Nossa Senhora do Socorro – região metropolitana de Aracaju, onde foram encontrados dinheiro em espécie e ferramentas utilizadas em arrombamentos, além da constatação de mandado de prisão em aberto contra um dos ocupantes. Pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), foi revelado que, após a confirmação da materialidade e dos indícios de autoria, os suspeitos foram conduzidos à 2ª Delegacia Metropolitana, unidade responsável pela área. A Polícia Civil instaurou inquérito policial e acionou o Instituto de Criminalística para a realização da perícia no local do crime, visando à coleta de vestígios técnicos que subsidiem a investigação.
“Na unidade policial, foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante contra os três homens. Durante os procedimentos de identificação, constatou-se que todos são naturais do Rio Grande do Sul, possuem envolvimento em crimes contra o patrimônio e que um deles estava efetivamente com mandado de prisão vigente. Além da quantia subtraída — aproximadamente R$ 60 mil — foram apreendidos o veículo utilizado na ação criminosa e as ferramentas empregadas no arrombamento. Os aparelhos celulares dos investigados também foram recolhidos e serão submetidos à perícia, com a finalidade de esclarecer todas as circunstâncias do crime e verificar a possível participação de outros envolvidos”, destacou.
Esta ação ocorre com circunstâncias que aumentam o risco ou a gravidade, como arrombamento, uso de chave falsa, fraude, abuso de confiança, escalada, destreza ou concurso de duas ou mais pessoas, resultando em pena de reclusão de 2 a 8 anos, além de multa, sendo mais severo que o furto simples. Por parte do Governo de Sergipe, o trabalho foi coordenado pelo delegado Gregório Bezerra.

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