Doenças respiratórias lotam o hospital Santa Isabel, que atende com restrições

Nos meses de abril e maio do ano passado o JORNAL DO DIA também acompanhou o drama de pacientes usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), enfrentando problemas na hora de buscar por assistência especializada junto ao Santa Isabel.

Milton Alves Júnior

Funcionando, porém com contínua restrição, o serviço plantonista no Hospital e Maternidade Santa Isabel, zona Norte de Aracaju, há exatamente uma semana permanece enfrentando dificuldades em virtude de período de sazonalidade de doenças respiratórias envolvendo crianças e adolescentes. Os casos considerados mais agudos são atendidos em curto prazo, enquanto os pacientes com sintomas mais brandos são acomodados em uma sala de espera; por enquanto, de acordo com a administração da unidade de saúde, não há orientação para que pais e/ou responsáveis pelas crianças sejam encaminhados para outras unidades de pronto atendimento. Por meio de nota pública o Hospital Santa Isabel, enalteceu que essa restrição se trata de uma estratégia para continuar atendendo ininterruptamente as crianças mais graves.
Dentro da composição funcional essa medida ocorre em duas situações: superlotação na observação – onde os pacientes aguardam exames ou reavaliação do médico -; ou pacientes graves que ocupem todos os leitos de estabilização – leitos com ventilação mecânica e monitorização contínua. Essa situação não ocorre de maneira atípica.
Nos meses de abril e maio do ano passado o JORNAL DO DIA também acompanhou o drama de pacientes usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), enfrentando problemas na hora de buscar por assistência especializada junto ao Santa Isabel. Cenário semelhante foi identificado, e apresentado pelo próprio JD, nos anos de 2019, 2020 e 2021. Ainda segundo a unidade hospitalar, esforços administrativos têm sido multiplicados a fim de minimizar a recorrência dos impasses, mesmo que temporários.
Essa ação busca qualificar desde os prontuários de baixa complexidade clínica, bem como casos considerados de urgência ou emergência. Conforme destacado pela pediatra, Ângela Campos, diante da chegada do período da sazonalidade do outono e do inverno, há maior disseminação de vírus respiratórios, que têm alta propagação nos meses de março a junho e acometem mais as crianças, que ainda não possuem sistema imunológico bem fortalecido. “Esse período, de fato, costuma provocar este tipo de aumento no quantitativo de crianças, sobretudo as com pouca idade; ao longo dos últimos anos tem se tornado comum essa busca por atendimento. Infelizmente a situação do Santa Isabel não é um fato isolado; outras unidades ligadas ao SUS, e da rede particular, também enfrentam aumento representativo de crianças nestas condições”, analisou

Orientações – Um documento produzido pelo Ministério da Saúde e encaminhado aos pais, indica que cabe aos responsáveis por estas crianças redobrar os cuidados com a higienização das mãos, o uso de máscaras quando necessário, a alimentação saudável, a ingestão de líquidos, a vacinação das crianças e, por fim, o isolamento domiciliar nos casos de sintomas respiratórios. É recomendável procurar atendimento médico em um hospital quando a criança estiver com dificuldade respiratória, recusa alimentar, sonolência excessiva, febre persistente por mais de 72h ou alteração da pele ou do comportamento. Crianças gripadas, mas sem sinais de alarme, devem ficar em casa em isolamento, mas com aumento da hidratação e intensificação na higiene nasal.

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