Duas mulheres são presas por participação em assalto

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

A Polícia Militar chegou a mais envolvidos como violento assalto ocorrido nesta sexta-feira ao Ponto Banese da Praça Leandro Maciel, centro de Pinhão (Agreste). Horas após o crime, no qual sete pessoas foram mantidas como reféns por dois dos assaltantes em um salão de beleza, duas mulheres foram detidas por suspeita de colaboração com os três homens que executaram o assalto e roubaram R$ 7 mil da unidade bancária. O dinheiro já foi recuperado.
A primeira suspeita, que não teve o seu nome divulgado, foi levada na manhã de sábado para dar depoimento na Delegacia Regional de Itabaiana, porque o valor levado no crime foi encontrado e apreendido dentro da casa dela. Até o fechamento desta edição, ela ainda era interrogada na delegacia. A polícia quer descobrir como esse dinheiro foi parar no local e se isso tem a ver com um homem não identificado que dava cobertura aos outros dois assaltantes e fugiu do assalto em um carro preto, levando os malotes com a quantia levada dos caixas do banco. Há a informação não confirmada de que um dos malotes teria caído no chão, durante o confronto dos envolvidos com um vigilante e dois policiais militares que estavam na praça.
Já a depiladora Soyara dos Santos Mendonça, namorada do adolescente envolvido no assalto, acabou presa no fim da tarde de sexta e levada para Itabaiana, Segundo o tenente-coronel Reinaldo Chaves, do 3º Batalhão da PM, ela foi flagrada por uma câmera do circuito interna de TV do Ponto Banese, na véspera do crime, fazendo o reconhecimento do local. Soyara prestou depoimento ao delegado Cledson Ferreira Pinto e foi liberada em seguida. De acordo com ele, a acusada não oferece risco à investigação e pode responder ao processo em liberdade.
No depoimento, Soyara admitiu que foi para Pinhão na última quinta-feira com o adolescente, que dirigia o carro da mãe dele. A depiladora disse à polícia que o namorado parou diante do posto bancário e pediu que ela entrasse para checar se o local tinha porta giratória. "A interrogada sabia que [o adolescente] queria a informação para assaltar o local, mas mesmo assim, resolveu fazer a vontade dele. A interrogada informou a [o menor] que dentro do Ponto Banese havia somente um vigilante e uma atendente, que não existia porta giratória, mas que o local da atendente era protegido", afirma o resumo do interrogatório, ao qual o JORNAL DO DIA teve acesso.
Soyara também disse não saber quem é o comparsa do adolescente, Rodrigo Santos Tomázio, 20, o participante do sequestro que foi baleado na saída do banco, durante o tiroteio com os soldados do Destacamento da PM em Pinhão. Ao responder a outras perguntas, Soyara se disse arrependida de ter atendido ao pedido do menor, confessou que disse ter 17 anos ao ser presa porque "estava com medo de tudo", contou ter emprego e endereço fixo e se definiu como "evangélica desviada".
O confronto após o assalto causou pânico e correria no centro da cidade e muitos moradores gravaram o momento em que a dupla enfrentou o vigia e os policiais no meio da rua. Mais de 30 tiros foram disparados e alguns deles deixaram marcas nas paredes das casas. Um cliente que estava no banco, Valdemir Rodrigues dos Santos, 22, também se feriu no tiroteio e foi operado no Hospital Regional Garcia Moreno, em Itabaiana. Depois do assalto, Tomázio e o menor invadiram o salão de beleza e ali ficaram por cerca de três horas, mantendo seis pessoas reféns, incluindo um casal de idosos e uma menina de cinco anos.
Cercada por dezenas de equipes da Polícia Militar, incluindo reforços vindos de Aracaju, a dupla se rendeu após a chegada da mãe de um deles e de uma equipe de TV. Os reféns foram liberados sem ferimentos. A moto usada por eles, que foi roubada na semana passada em Moita Bonita, e dois revólveres calibre 38 foram apreendidos.
Todos os acusados pelo assalto são de Aracaju e os dois que estão presos foram trazidos de volta para a capital. Rodrigo, que já foi preso e processado por tráfico de drogas, está internado sob custódia no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e o rapaz, já investigado por um homicídio e um latrocínio, foi entregue ao Centro de Atendimento ao Menor (Cenam). O caso continua sendo investigado pela Delegacia Regional de Itabaiana.

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