EDITORIAL: MPF está de olho

Além das torneiras sem água, um problema recorrente, há também justificada preocupação com o andamento de obras estruturais
A Iguá Saneamento, empresa que recebeu a bênção do governador Fabio Mitidieri para levar água tratada para todos os sergipanos, um negócio de muito milhões, vem dando muito trabalho para os órgãos de controle estaduais.
O trabalho realizado pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) nos últimos anos não era nenhuma maravilha. A Iguá, no entanto, cobra caro e deixa muito a desejar.
As queixas se multiplicam. Além das torneiras sem água, um problema recorrente, há também justificada preocupação com o andamento de obras estruturais. A desculpa do governo para negociar a concessão em favor da Iguá prevê a universalização do saneamento básico em Sergipe até 2033.
O Ministério Público Federal acompanha as obras prometidas e reclama agilidade, com prioridade para regiões que enfrentam maiores dificuldades no fornecimento de água. A procuradora da República Gisele Bleggi enfatiza a situação do sertão sergipano, que sofre com a seca e com a fragilidade de sistemas antigos.  Municípios e povoados afetados por falhas em adutoras ou por interrupções frequentes no abastecimento são outros pontos críticos.
Oito anos passam num piscar de olhos. O compromisso assumido pela Iguá por livre e espontânea vontade exige providências imediatas. O MPF está de olho.
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