Segundo a Unesco, serão necessários 44 milhões de novos professores no mundo até 2030 para alcançar as metas de educação
No mês em que se celebra o Dia do Professor, o debate sobre saúde mental docente ganha força nas escolas. Diante de uma rotina que combina planejamento de aulas, avaliações, acompanhamento dos estudantes e demandas administrativas, práticas socioemocionais passam a ser vistas como parte do apoio necessário aos educadores.
O alerta acompanha uma preocupação global. Relatório da Unesco sobre a profissão docente aponta que sobrecarga de trabalho, condições profissionais e bem-estar estão entre os fatores que influenciam a permanência de professores na carreira. Para Luciana Patrocínio, diretora de soluções complementares na Cogna Educação, cuidar do educador deve ser uma responsabilidade compartilhada pela comunidade escolar. “Cuidar do educador significa reconhecer que ele também precisa desenvolver habilidades para lidar com desafios, estabelecer prioridades, construir relações saudáveis e compreender seus próprios limites”, afirma.
Segundo a Unesco, serão necessários 44 milhões de novos professores no mundo até 2030 para alcançar as metas de educação. O dado reforça a urgência de tornar a carreira mais sustentável, com melhores condições de trabalho e suporte aos profissionais que estão na linha de frente da aprendizagem.
A consolidação da educação socioemocional depende do envolvimento das equipes gestoras e pedagógicas. Diretores e coordenadores têm papel central na incorporação dessas competências à rotina escolar, tanto no desenvolvimento dos alunos quanto na qualidade das relações de trabalho. Formações, oficinas e espaços de troca ajudam a transformar o tema em prática institucional.
O professor merece toda a atenção.

