EDITORIAL: Sem folga

As providências a cargo do senador Alcolumbre são estritamente protocolares, burocráticas

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não quer saber de folga para a brava gente. Depois de prometer que não atrapalharia o andamento da Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala 6X1, apesar da indisposição declarada com o governo Lula, ele puxou o freio de mão. Já aprovada na Câmara dos Deputados, a matéria não anda.
As providências a cargo do senador Alcolumbre são estritamente protocolares, burocráticas. Cabe a ele, por exemplo, remeter o texto aprovado pelos deputados para a Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Também é atribuição sua marcar uma reunião de líderes para discutir a matéria. Nada disso foi feito, nem tem data anunciada.
A expectativa é enorme, por razões óbvias. O fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos sábados e domingos, sem redução de salário, entraria em vigor 60 dias após a promulgação do texto.
A promulgação, no entanto, só acontece se a proposta for aprovada pelos senadores. Qualquer modificação na matéria remete a PEC de volta para a Câmara dos Deputados, que aceita ou rejeita as mudanças.
Trata-se aqui de mera boa vontade. Todas as concessões em relação ao texto original da PEC já foram feitas. Ainda assim, a oposição ao governo, comprometida com os donos da grana, o senador Alcolumbre à frente, se faz de morta.
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