Os assassinatos de trabalhadores e de povos da terra passaram de 13 em 2024 para 26 vítimas no ano passado
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou a 40ª edição do relatório Conflitos no Campo Brasil. Houve uma queda de 28% nas ocorrências: foram 1.593 em 2025, contra 2.207 em 2024. Porém, os assassinatos de trabalhadores e de povos da terra, das águas e das florestas dobraram: passaram de 13 para 26 vítimas no ano passado.
Quando considerados todos os tipos de conflitos, a violência por terra tem o maior percentual (75% ou 1.186 casos), seguida por conflitos trabalhistas (10% ou 159), conflitos pela água (9% ou 148), e acampamentos, ocupações e retomadas (6% ou 100).
Grilagem, crime organizado, interesses privados concorrem para tomar de assalto terras públicas e áreas protegidas. O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) informou que tem agido para evitar o aumento da violência nos conflitos no campo. No rastro do conflito, entretanto, dezenas de brasileiros continuam morrendo.
Há um conflito em curso, e dos mais sangrentos, longe dos olhos vigilantes da opinião pública, muito distante dos centros urbanos, ignorado pela brava gente. Uma guerra de muitas vítimas. A disputa por terra mancha o mapa do Brasil.


