Em 16 anos, economia sergipana cresceu 2,15% ao ano

A produtividade do trabalho na economia sergipana cresceu 2,15% ao ano entre 1995 e 2010, conforme dados analisados pela Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES), com base nas Contas Regionais do estado, disponibilizadas pelo IBGE.

Entre os setores analisados, a indústria apresentou um crescimento de 0,4% ao ano na produtividade do trabalho. Apesar do baixo crescimento no total do setor, verificaram-se comportamentos distintos na análise desagregada. Na indústria de transformação, por exemplo, a produtividade teve alta de 1,8% ao ano, enquanto no setor da construção civil houve retração de 1,0% ao ano. Os outros setores industriais, englobados pela indústria extrativa e os serviços industriais de utilidade pública, apresentaram alta de 1,5% ao ano.

Ainda de acordo com a análise para o período, observou-se que o setor agropecuário do estado apresentou o maior crescimento da produtividade, com evolução de 5,6% ao ano. No setor de serviços, a produtividade do trabalho aumentou 1,5% ao ano.

Para Eduardo Prado de Oliveira, economista e Presidente da FIES, "é preciso que o tema da produtividade ganhe prioridade na agenda nacional e estadual para que as empresas brasileiras e sergipanas passem a ser mais competitivas em um cenário cada vez mais globalizado".
Salários – A Massa salarial (remuneração média), entre 1995 e 2010, apresentou expansão de 6,8% ao ano na economia sergipana. Nesta análise, a indústria foi o segmento que apresentou maior crescimento ao ano (8,4%), ultrapassando o crescimento anual da massa salarial no setor agropecuário (7,9%) e no setor de serviços (6,5%).

Segundo Eduardo Prado, "a expansão dos salários e da renda dos trabalhadores, após a criação do plano real e no governo Lula, foram legítimas e importantíssimas para a economia nacional, mas ainda é preciso olhar com atenção para o crescimento da produtividade no país, pois esse é o nosso grande desafio".

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