Emdagro reúne entidades para discutir fortalecimento das cooperativas

Vinte e três cooperativas agrícolas participaram, na ultima terça-feira dia 13, no auditório da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), de uma reunião conjunta com órgãos e entidades ligados à agricultura, cuja pauta foi em decorrência dos desdobramentos do I Encontro de Cooperativas Agrícola de Sergipe, ocorrido no último mês de outubro, quando da comemoração do Dia Mundial da Alimentação, o qual buscou discutir o fortalecimento do movimento cooperativista no Estado.

Na reunião foram abordadas as principais dificuldades encontradas pelas cooperativas agrícolas, tais como: a certificação sanitária para comercialização de produtos de origem animal; a rejeição dos produtos "in natura" pelas merendeiras e diretores de escolas, em virtude das dificuldades no preparo dos alimentos; greves dos professores que prejudicam os produtores fornecedores; o distanciamento da Organização das Cooperativas do Estado de Sergipe (Ocese) nos processos atuais das cooperativas; a cobrança elevada do ICMS dos produtos oriundos da agricultura familiar; a falta de integração e interação das próprias cooperativas; uma educação cooperativista deficiente e falta de profissionalismo das organizações; o fechamento de várias outras cooperativas; fixação dos jovens no campo; uso indiscriminado de agrotóxicos; falta de acesso dos agricultores às principais políticas públicas do Estado e; por fim, uma ineficiente logística de transporte para o escoamento da produção.

Ao abordarem as principais problemáticas enfrentadas, os participantes dividiram-se em 03 grupos que buscaram enriquecer as discussões e alternativas de soluções. Para eles, a cada ponto abordado foram apresentados sugestões, por exemplo, da criação de ações de sensibilização para a uma maior participação no processo cooperativista; a instituição de um comitê estadual para discutir uma legislação sobre cooperativismo; da promoção de cursos diversos, eventos, seminários e oficinas; monitoramento das ações; elaboração de Planos específicos e planejamento estratégico.

Além desses, ainda foram levantados como alternativas a busca pela certificação sanitária de produtos de origem animal que viabilizem o acesso às principais políticas públicas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), Programa de Aquisição de Alimentos e outros mercados; o estabelecimento de parcerias entre as cooperativas agrícolas com as cooperativas de transporte para o escoamento da produção; desenvolvimento de ações junto às prefeitura para que elas cumpram a lei na questão que se envolvam os matadouros; apoio  da agricultura familiar nas atividades de agregação de valores a produção; estruturação das escolas com espaços e equipamentos adequados para armazenagem e conservação dos alimentos e; ampliar a discussão sobre isenção dos produtos beneficiados. Por fim, os participantes ainda discutiram sobre as políticas de valorização do campo, principalmente, voltados para a juventude rural, bem como o estímulo a produção orgânica pela agricultura familiar e uma maior organização dos produtores nas Organizações de Controle Social (OCS´s).

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