Empresa de lixo vai contratar mais 400

A Empresa Cavo Serviços e Saneamento deve contratar mais 400 ex-funcionários da Torre até o próximo dia 01 de abril. O anúncio que foi feito ontem pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), por meio da assessoria de comunicação, deve contribuir para que o serviço de coleta de lixo doméstico e comercial de Aracaju seja regularizado como pretende a administração municipal. Diante da garantia firmada, inclusive, em reunião realizada e entre a PMA, a Cavo e o Ministério Público do Trabalho, a direção do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindlimp) informou que não pretende realizar novas mobilizações até o final da próxima semana.

Conforme destacado pelo presidente Rayvanderson Fernandes, os bloqueios realizados na saída principal da empresa não serão articulados pelos garis e margaridas nos próximos dias, ao contrário do que foi realizado entre a sexta-feira e o último domingo, 20. Durante o diálogo ficou definido ainda que o sindicato encaminhará nesta semana as informações dos 400 funcionários demitidos pela Torre e que serão contratados pela nova empresa responsável pelo serviço na capital sergipana. Segundo a Emsurb, hoje a cidade conta com exatos 728 colaboradores, sendo que 200 são ex-funcionários da antiga empresa. Até o último dia de funcionamento, no dia 09 deste mês, a Torre contava com cerca de 1.300 trabalhadores.
Por meio de nota, a empresa Cavo reafirmou que: "sempre se manteve aberta ao diálogo e que o processo de contratação está sendo realizado com a maior agilidade possível, dentro do que é permitido pelos padrões da empresa e a legislação trabalhista. É importante informar que  o serviço de coleta domiciliar de resíduos já está regularizado na cidade. Desde o início da operação da Cavo, no dia 11 de março,  7,4 mil toneladas de resíduos foram recolhidas das ruas de Aracaju. A Cavo reitera o seu compromisso com a população aracajuense de tornar a Cidade uma das mais limpas do País".

Outro problema – Enquanto os gestores municipais se reuniam com a Cavo nas dependências do MPT/SE, uma decisão liminar, proferida pela juíza titular da 5ª Vara do Trabalho de Aracaju, Eleusa Maria do Valle Passos, com caráter de Ação Civil Pública foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho em Sergipe, a qual determina que as empresas Torre Empreendimentos Rural e Construção LTDA, e Cavo Serviços e Saneamento S/A, não permitam que os trabalhadores sejam transportados nos estribos dos caminhões compactadores de lixo ou nas partes externas de qualquer outro veículo utilizado na coleta de lixo, tanto no transporte de ida, como de volta, até o local dos roteiros e rotas, onde são realizados os serviços de limpeza urbana e coleta de resíduos sólidos.

Ficou definido ainda que as empresas devem implementar transporte auxiliar (carro de apoio) para a movimentação dos trabalhadores, em veículos de passageiros, tanto no transporte de ida, como de volta, até o local dos roteiros e rotas. Na liminar, entretanto, ficou permitido o transporte dos trabalhadores nos estribos somente em pequenos trajetos (máximo 200m) e desde que estes não sejam percorridos em vias rápidas. Sobre esse caso a Torre não se manifestou; já a Cavo, declarou que até as 18h de ontem ainda não havia sido notificada, mas informa que todos os serviços estão sendo executados com o devida proteção à saúde e a segurança dos trabalhadores.

"Estamos avançando de forma lenta, mas estamos. O que não podíamos aceitar era que a prefeitura continuasse tentando botar a culpa da cidade cheia de lixo em cima do trabalhador que vem sofrendo com o desgoverno. Felizmente a nossa justiça está de olho em tudo o que está ocorrendo e tem se interessado em garantir os direitos do gari e da margarida, além de proporcionar maior segurança no trabalho. Espero que a Prefeitura de Aracaju respeite essa determinação", afirmou Rayvanderson. Questionado quanto ao cumprimento das promessas, o sindicalista concluiu dizendo: "nós faremos a nossa parte, se a Cavo, a Torre e principalmente a prefeitura não fizer, não descartamos a possibilidade de parar novamente as máquinas".

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