Milton Alves Júnior
Com o salário de setembro atrasado há mais de 15 dias, funcionários da empresa Multservv que prestam serviços para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), cruzaram os braços na manhã de ontem como forma de pressionar o grupo empresarial a solucionar a pendência. Por duas horas seguidas, a maior unidade pública ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS) ficou sem o respectivo serviço de higienização. Durante o ato público a classe trabalhadora informou que não possui receio de possíveis perseguições, , caso os direitos não sejam garantidos neste final de semana, uma greve geral e por tempo indeterminado pode ser deflagradas a partir da próxima segunda-feira.
A Assessoria de Comunicação da Multserv informou que o pleito da categoria procede em virtude do atraso no repasse de verbas por parte da própria Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), que é administrada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). A empresa informou ainda que todas as pendências serão devidamente quitandas a partir do momento em que o Governo do Estado repassar as quantias em aberto. De acordo com a direção do Sindicato dos Empregados de Condomínios e Empresas de Asseio, Conservação o e Limpeza Urbana de Sergipe (Sindecese), este fato tem se tornado corriqueiro.
"Infelizmente já estamos seguindo para o segundo mês sem receber e não tem mais como aguardar o pagamento dos trabalhadores na atividade. Essa paralisação serviu de alerta, e, caso esse problema não seja solucionado até este domingo, já na segunda vamos nos reunir e definir se deflagraremos greve ou nova rodada de paralisações. O que não se pode mais é permitir que o direito do cidadão trabalhador continue sendo retirado", declarou o presidente Jorgivan Mota. O secretário de saúde, Almeida Lima confirmou a existência do atraso e alegou que as relações contratuais estão sendo discutidas.
Apesar da suspensão dos serviços na manhã de ontem, toda a unidade segue limpa e higienizada conforme determina o contrato. Paralelo à troca de farpas entre gestão pública e setor privado, os sindicalistas alegam que é necessário resolver a pendência dos trabalhadores para depois se discutir permanência, ou substituição da Multserv. "Esse não era o nosso desejo. Por nós a empresa seguiria atuando, desde que nossos direitos voltassem a ser respeitado como ocorria anteriormente. Esse disse me disse do secretário e da empresa de nada vai adiantar se os salários não forem depositados na conta dos servidores", pontuou.
A nova reunião da categoria está previamente marcada para ocorrer ainda no período da manhã. Caso as reivindicações sindicais não sejam atendidas, já no período vespertino os terceirizados podem suspender em definitivo os serviços de limpeza e urbanização do Huse.


