Domingo, 14 De Abril De 2024
       
**PUBLICIDADE
Publicidade

Empresariado dificulta negociação das convenções coletivas, diz Fecomse


Avatar

Publicado em 14 de março de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Ronildo Almeida, presidente da Fecomse (Divulgação)

Os trabalhadores do comércio e serviços tentam fechar as Convenções Coletivas de Trabalho 2024, mas o patronato dificulta o avanço nas negociações. A constatação é do presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Sergipe (Fecomse), Ronildo Almeida, para quem o empresariado precisa zerar suas dívidas financeiras e sociais com a categoria.
“Não estamos pedindo esmola, mas respeito nas relações trabalhistas. A nossa data-base é 1 de janeiro, a pauta de reivindicações foi entregue ao patronato desde novembro do ano passado e até o momento não houve avanço. O empresariado desvaloriza a força produtiva do trabalhador na consolidação das empresas, na geração de riqueza e no crescimento da economia. Uma vergonha”, avalia Almeida.
Para o sindicalista, o setor patronal do Estado de Sergipe não se sensibiliza diante da difícil situação na qual se encontra a classe trabalhadora e se mantém intransigente nas negociações. “Nossas data-base têm sido marcadas por processos difíceis. O patronato dificulta o reajuste salarial, um direito sagrado da classe trabalhadora, e as discussões sobre as condições de trabalho. Abrem as empresas de domingo a domingo para aumentar a lucratividade, impondo uma jornada de trabalho desumana às mães e aos pais de famílias.”
Outro ponto levantado pelo presidente da Fecomse é a abertura do comércio aos feriados. “A cada dia a ambição do setor patronal inviabiliza avanços nos direitos da classe trabalhadora. A categoria não se recusa a dialogar e a negociar com o patronato sobre essa e outras questões, desde que resultem em propostas decentes e respeitáveis e em contrapartidas para os trabalhadores”, avalia Almeida.
“Precisamos avançar nas negociações salariais e reafirmar os direitos da classe trabalhadora conquistados em anos de luta.  Não podemos aceitar que os trabalhadores, que geram lucro e riqueza para o patrão, vivam na pobreza e tenham tantas dificuldades para negociar salários que são tão baixos. É urgente que o patronato zere suas dívidas com a categoria”, reforça Ronildo Almeida.
**PUBLICIDADE



Capa do dia
Capa do dia



**PUBLICIDADE


**PUBLICIDADE
Publicidade