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Empresários pedem mais segurança no comércio


Publicado em 15 de agosto de 2012
Por Jornal Do Dia


Empresários do comércio reunidos com a cúpula da SSP

Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

Representantes de várias entidades comerciais estiveram ontem na Secretaria de Segurança Pública (SSP) e se reuniram com a cúpula da polícia, na qual pediram mais segurança nas áreas de pontos comerciais da capital e do interior. Estiveram presentes representantes de supermercados, farmácias, postos de combustível, da Associação Comercial, dos hotéis e restaurantes, entre outros. Estes setores são hoje os principais alvos dos bandidos e têm registrado um número maior de roubos nos últimos meses.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio), Abel Nunes disse que a reunião foi motivada pelas várias reclamações dos empresários e lojistas, os quais se queixam dos assaltos e arrombamentos que estão correndo rotineiramente. "Viemos pedir uma solução imediata e também nos somarmos para oferecer condições para que melhore o policiamento".

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Samuel Shuster, o problema da segurança pública é o de sempre: faltam policiais. "Não existe contingente suficiente para atender a demanda, são apenas 4.500 policiais para todo o Estado", relata. Ele reclama também da quantidade de assaltos que tem ocorrido nas lojas. Durante a reunião houve relatos de comerciantes que já foram assaltados quatro vezes.

Schuster conta ainda que muitos comerciantes já deixaram de prestar queixa, pois perderam as esperanças. "Os assaltos não diminuíram, os produtos roubados não são recuperados. Por conta dessas circunstâncias, muitos empresários já deixaram de fazer o Boletim de Ocorrência", revela o representante da CDL, demonstrando surpresa com uma informação dada na reunião sobre a forma de trabalho dos policiais. "Quando o secretário João Eloy nos informou que um policial trabalha 12 h e folga 48h, ficamos pasmos", comenta. O secretário avisou que novos carros, mais potentes, chegarão e que dessa forma o policiamento será mais efetivo.

Abel Gomes informou que o resultado desse primeiro encontro foi um acordo de cooperação mútua entre a SSP e os sindicatos das empresas. "Vamos repassar os casos para a SSP, para que melhore o ostensivo policial. Que haja também treinamentos para os comerciantes. Dessa forma, poderemos aprender a nos proteger", disse ele, referindo-se a futuros cursos de treinamento a serem ministrados por policiais aos comerciantes e funcionários. A estrutura do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e do Serviço Social do Comércio (Sesc) foi colocada à disposição da SSP para esse fim.

SSP – Segundo o comandante do Policiamento da Capital, coronel Jackson Nascimento, ficou definido que os representantes dos comerciantes e das polícias se reunirão uma segunda vez, ocasião em que serão elencados os assuntos prioritários que foram discutidos. "Dessa forma a SSP, a Polícia Militar e a Polícia Civil possam elaborar medidas e estabelecer metas no combate aos delitos".

A superintendente da Polícia Civil, Katarina Feitosa, declarou que a palavra de ordem da reunião foi integração. "Integração entre Polícia Civil, Polícia Militar e comunidade", ressalta. Para ela, as entidades representativas são importantes porque oferecem outras visões de como a criminalidade está atuando. "Precisamos cada vez mais trabalhar com a inteligência da Polícia Militar e da Polícia Civil, para poder atuar nos pontos certos", completa. Outro ponto destacado por Katarina foi a vontade dos representantes das entidades "de trabalhar em conjunto, de minimizar os problemas de forma preventiva".

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