Endividamento familiar diminui em Sergipe

O Instituto Fecomércio de Pesquisa e Desenvolvimento (IFPD), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio-SE), realizou uma nova pesquisa, para avaliar o volume de endividamento dos consumidores sergipanos, no mês de março.
Foram ouvidos representantes de 1 mil famílias em todo o estado de Sergipe, para a execução da avaliação da Pesquisa de Endividamento e Intenção de Consumo. Os novos resultados revelaram queda no volume de famílias endividadas no estado. O número de famílias com dívidas declaradas caiu 8.5% em relação ao mês de janeiro deste ano. Em março, foi registrado o número de 78,6% de famílias com dívidas, contra 87,1% de endividados no primeiro mês do ano.
De acordo com os dados apurados pela Fecomércio, o universo de endividamento da população sergipana diminuiu, devido às condições atuais da economia, que não favorecem o consumo, nem a aquisição de bens que possam promover endividamento populacional. Com o cenário econômico desfavorável para o consumo, as famílias sergipanas estão buscando a liquidação de suas dívidas, reflexo do processo de educação financeira que a atual conjuntura do mercado sergipano tem forçado as famílias.
Dentro do total das famílias pesquisadas pela Fecomércio, 28,7% informaram que as contas de casa estão comprometidas com dívidas de alto valor. 24,4% informaram ter endividamento em nível mediano em suas famílias. Já, para 25,5% dos entrevistados as dívidas familiares são consideradas poucas. Um quinto das famílias avaliadas, 20,5%, informaram não ter nenhuma dívida comprometendo seu orçamento, enquanto, 0,9% não souberam responder o questionário aplicado.

Cartões – Os cartões de crédito ainda permanecem sendo o principal gargalo das famílias sergipanas, no que diz respeito ao endividamento. Entretanto, a dívida está se reduzindo. No mês de março, o crédito para compras alcançou o volume de 56,3% do total das dívidas das famílias sergipanas. A queda entre o primeiro e o terceiro mês do ano foi de 10,8%. Considerando que, em janeiro, o cartão de crédito influenciava em 67.1% das dívidas. A queda representa a negociação das dívidas para sua quitação por meio de eventos realizados com objetivo de recuperação de crédito, como o Mutirão do Nome Limpo, promovido pela Fecomércio e Procon Municipal de Aracaju.
De acordo com o presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, os números de redução nas dívidas dos sergipanos são animadores. Entretanto, ainda há uma preocupação com a queda do consumo, que provoca danos em todo o comércio sergipano, provocados pelo recuo da economia em Sergipe e no Brasil.
"Os resultados apresentam redução no número de famílias endividadas e no tempo comprometido para pagar dívidas, reflexo da retração econômica dos últimos meses. Na contramão, aumento da inadimplência e na parcela da renda, reforçam as análises econômicas que apontam para uma queda do nível de consumo que geram inflação".
Atraso – As contas em atraso dos sergipanos sofreram uma queda de 1,7% entre janeiro e março, caindo de 33,4% para 32,7% do total de pesquisados. Todavia, o número de famílias com inadimplência de suas contas a pagar aumentou 3,2%, subindo de 8,1 para 11,3% de famílias em situação de inadimplemento. O tempo médio de atraso das contas dos sergipanos caiu de 60 para 59 dias, bem como o tempo de comprometimento com as dívidas, que anteriormente era de sete meses, agora passou a ser de seis meses.
Mesmo com a diminuição do volume de dívidas das famílias, o sergipano está comprometendo uma maior parcela do seu orçamento para efetuar sua quitação. Março apontou o maior dado em relação ao volume de parcela de renda para pagar as contas, com 42,2% do total de seu orçamento.

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