Os piscicultores atendidos pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) têm aumentado a produção ano a ano. Além de poderem contar com o potencial hídrico oferecido nos perímetros irrigados para produzir peixe em cativeiro, eles recebem o apoio da empresa para a instalação de kits de energia solar em locais aonde a rede elétrica convencional não chega. Em 2012, foram instalados 14 novos sistemas que captam a força da luz sol e proporcionam a iluminação nas casas e instalações dos aquicultores, além dos sistemas de bombeamento de água, em vilas de pescadores artesanais.
Segundo o engenheiro agrônomo e gerente de Aquicultura e Pesca da Cohidro, Francisco Machado Farias, no ano passado os projetos de piscicultura instalados nas unidades da Cohidro, continuaram progredindo, como vem acontecendo desde sua implantação. "Em relação a 2011, houve um aumento de 7,86% na produção, atingindo a marca de 458 toneladas de peixes, oferecendo ao mercado variedades como a tilápia, o tambaqui e o curimatã-pacu (xira)", informa.
No reservatório que abastece os irrigantes do Perímetro Irrigado Jacarecica II, em Areia Branca, está concentrada a maior produção aquícola, onde três associações de pescadores produziram no último ano 178 toneladas de peixes. "São 150 tanques-rede instalados na represa, zelados por 12 produtores, que foram capacitados pela Cohidro e recebem a visitação periódica dos nossos técnicos, acompanhando e orientando a produção", revela o agrônomo Farias, sobre as comunidades, que através da criação de peixe, geram renda para o sustento de 60 pessoas.
Outra produção em tanques-rede que merece destaque é a da Associação de Criadores de Peixes da Barragem de Campo do Brito (Aspebrito), que produziu, em 2012, 118 toneladas no Perímetro Irrigado da Ribeira. "Lá são 12 famílias ligadas à Aspebrito, que possuem 100 tanques-rede. Contam com a estrutura de uma mini unidade de beneficiamento do peixe, assim como fábrica de telas metálicas, para manutenção de tanques-rede, para uso próprio e venda a outras associações", esclarece o gerente de aquicultura da Cohidro.
No município de Neópolis, 22 piscicultores do povoado Colônia 8 de Julho, comunidade às margens do Rio São Francisco, exploram a aquicultura em viveiros escavados no solo, projeto implantado também pela Cohidro. Aproveitando da água de uma nascente localizada na Colônia, produziram no último ano 116 toneladas de peixe. "145 pessoas são beneficiadas pelo projeto, a maior população atendida pela Companhia, no ramo da piscicultura. Os tanques são abastecidos por canais artificiais que vem da nascente, por meio da gravidade", informa Francisco Farias.
Hoje são 22 kits de energia solar instalados em comunidades de pescadores artesanais e de aquicultures no Estado, equipamentos doados pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) em convênio firmado com a Cohidro. "Em 2012, além das 14 novas unidades de captação de energia solar instaladas, também fizemos a manutenção em todos os kits, onde tivemos que substituir ao todo 14 baterias estacionárias", menciona o agrônomo Farias.


