Gabriel Damásio
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O atendimento na rede municipal de saúde de Aracaju volta a ficar prejudicado. Ontem, os enfermeiros lotados na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) iniciaram uma greve por tempo indeterminado e fizeram uma manifestação na porta do Centro Administrativo José Aloísio de Campos, no Castelo Branco (zona oeste). A categoria decidiu cruzar os braços em protesto contra o novo atraso no pagamento dos salários do mês, além da falta de negociações sobre o reajuste salarial anual. O atendimento ao público está mantido apenas nos prontos-socorros da rede, dentro do efetivo mínimo exigido de 30%.
Segundo o Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe (Seese), a falta de pontualidade no pagamento da folha vem ocorrendo desde agosto do ano passado, gerando insatisfação grandes transtornos para os servidores. Desta vez, ainda não foram pagos os vencimentos de abril e a promessa é de que a situação seja normalizada até o dia 12. Além do atraso salarial, os servidores reclamam ainda da retirada de algumas gratificações, como titulações e remunerações por carreira e tempo de serviço. As próprias promoções por esses critérios não vem sendo concedidas, além da falta de condições de trabalho em alguns postos, conforme o Seese.
De acordo com a presidente do sindicato, Shirley Moraes, os enfermeiros decidiram ainda aderir à proposta de greve geral dos servidores da SMS, com outras categorias, que podem paralisar conjuntamente suas atividades no próximo dia 10. Ela esclarece que isso deve acontecer se a Prefeitura não apresentar uma proposta de reajuste salarial às categorias. O prazo dado para um acordo vai até esta sexta-feira. Depois, os servidores de cada categoria da saúde devem fazer suas respectivas assembleias.
Médicos – Por sua parte, os médicos lotados na rede municipal também declararam greve e podem iniciar o movimento às 7h30 de hoje, quando deve ocorrer uma assembleia da categoria. Inicialmente, a greve começaria na sexta-feira passada, mas o Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) adiou a paralisação após um pedido da PMA, que prometeu apresentar um relatório de impacto financeiro da proposta apresentada pelos médicos. "Os secretários da prefeitura mostraram a possibilidade de aceitar a ideia da tabela única dos médicos em que uniformizaria o valor hora dos médicos, entretanto, a prefeitura não deu garantias e não apresentou a proposta salarial concreta como fora prometido na reunião anterior dizendo que ainda não tinha feito o impacto financeiro e pediu mais uma semana", informa um comunicado do sindicato.
A proposta voltaria a ser discutida em uma reunião marcada para ontem à tarde no Centro Administrativo. Os resultados da reunião devem ser divulgados e avaliados pelos médicos na assembleia de hoje. "Os médicos vêm mostrando cada vez mais responsabilidade durante os movimentos de reivindicação visando não prejudicar a população, entretanto, com esse prazo final dado à prefeitura espera-se que a mesma também faça a sua parte para que essa greve não persista", conclui o Sindimed.


