Enfermeiros sem salários

Na manhã de ontem um grupo de enfermeiros esteve protestando na entrada principal do Centro Administrativo Aloísio Campos, sede da Prefeitura de Aracaju, contra o não repasse do décimo terceiro salário e do pagamento referente ao mês de dezembro. O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE) aproveitou a oportunidade para criticar o prefeito quanto a não quitação das horas extras realizadas por servidores que atuam nas unidades de saúde, incluindo o Nestor Piva e Fernando Franco.

De acordo com Shirley Morales, presidente sindical, em 2015 a Secretaria Municipal de Saúde teria ‘fechado as portas’ para as negociações com os servidores. Ainda conforme lamentações da militante, desde 2014 a categoria não conquista reajustes salariais acima da inflação. No ano passado esse percentual foi de 6%, já a inflação alcançou a marca dos 9,8%. "O prefeito não tem recebido a gente para dialogar, e assim segue também o secretário Luciano Paz que parece ter adotado a mesma metodologia administrativa de João Alves. É inaceitável que os profissionais da área de saúde permaneçam sofrendo com essa gestão que só traz o mal para os servidores e para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)", disse Morales.

Atualmente a rede municipal conta com 300 enfermeiros. Diante do problema, já na próxima segunda-feira, 18, a categoria irá se reunir em assembleia extraordinária para definir se deflagram mais uma paralisação, ou greve por tempo indeterminado. "Não podemos mais aguardar que a solução dos nossos problemas caia do céu. Digo também que não podemos mais aceitar a permanência dessas ondas de retrocesso para o servidor da prefeitura, sendo assim, vamos estudar a possibilidade de entrar em greve. Estamos juntos para evitar que 2016 seja igual aos últimos dois anos", pontuou.

Compartilhe esta notícia