Entidades protestam contra possível reajuste nas passagens de ônibus

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

No final da tarde de ontem mais uma manifestação contra o aumento da tarifa do transporte público na Grande Aracaju foi realizada no centro da capital sergipana. Promovido pela Frente em Defesa da Mobilidade e Transporte Público, em parceria com o movimento ‘Não Pago’, o ato contou com cerca de 50 pessoas, entre elas, estudantes, líderes comunitários e representantes de partidos políticos. Realizando caminhadas e debates desde o final de janeiro, o grupo tem como principal objetivo conquistar o apoio de todos os usuários do sistema e evitar que a atual tarifa que custa R$ 2,25, seja inflacionada e passe para R$ 2,52.

Contrário ao pleito do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp), o presidente do movimento Não Pago, Flávio Marcel, disse que o reajuste cobrado é abusivo e não condiz com a qualidade atualmente oferecida à população. Conforme o idealismo do presidente, para que a população aceite o aumento, alguns problemas devem ser imediatamente solucionados. Entre eles, o baixo número de ônibus para atender a atual demanda; mais compromisso no horário em todas as linhas; mais segurança em terminais e abrigos; além de uma qualificação para os motoristas e cobradores.

"Esses e muitos outros problemas nos deixam indignados com a possibilidade de aumento na tarifa. Aracaju, por se tratar de uma capital pequena, deveria ser exemplo em vários serviços públicos, o transporte público é um desses exemplos. Esperamos que o projeto não seja aprovado na Câmara Municipal de Vereadores, nem pelo prefeito João Alves Filho (DEM)", disse. Ocupando parte dos calçadões da Laranjeiras e João Pessoa, os manifestantes aproveitaram a ocasião para distribuir panfletos que retratam detalhadamente o assunto, como também convidaram a população para ‘não se calar’ e ir para as ruas em busca dos direitos.

Ainda de acordo com Marcel, chegou a hora do povo reivindicar nas ruas o direito de poder recusar as propostas apresentadas pelo setor empresarial. "Estamos cansados dos chefões apresentarem aumento nas tarifas e os nossos vereadores e prefeito, representantes do povo, aceitar tranquilamente. Esperamos que a tarifa seja congelada, assim como foi feito no ano passado pelo então prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB)", pontuou.

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