Ernan Sena é suspenso e multado pelo STJD

A sessão aconteceu na sede do Tribunal, no Rio de Janeiro, com as presenças dos auditores Alcino Guedes, Sérgio Coelho, Miguel Ângelo Cançado, Caio Barros, José Maria Philomen e Ramon Rocha.

O Sergipe pagou caro pela incoerência imaturidade e agressividade e desequilibro do seu presidente. Além de se despedir do torneio precocemente, teve ainda o presidente, Ernan Sena, pegando 240 dias de suspensão e sendo multado em R$ 5 mil pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por agredir a arbitragem. Após empatar com o Botafogo, num lance que gerou confusão, Ernan invadiu o campo e provocou uma confusão generalizada junto aos profissionais.
Penas aplicadas – O mandatário rubro foi quem mais sofreu com as punições. Denunciado em quatro artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), incluindo ameaça, o cartola se safou ainda de dois destes, sendo absolvido por invasão e ofensa; todos tiveram votação por unanimidade. O Sergipe já tinha ficado sem a presença de Sena no cargo por 30 dias, pela suspensão preventiva, o que será descontado do total.
Por também terem agredido, o lateral-esquerdo Miguel e o zagueiro Silvio terão de cumprir três partidas de suspensão, enquanto o goleiro Dida criticou a CBF em entrevista após o apito final e ficará três duelos ausente. O fisiologista Levy Anthony, que foi denunciado por agressão e invasão, pegou 180 dias de punição; Sergipe pagará R$ 20 mil de multa e dois confrontos sem seu torcedor.

Entenda o caso – O relógio já havia ultrapassado a marca de 54 minutos, encerrando assim os nove acrescidos dados por Bráulio da Silva Machado, filiado à Federação Catarinense de Futebol, quando Adryelson fez o gol da desclassificação do Sergipe. A revolta gerou invasão por todas as partes e de diversas pessoas ligadas ao Sergipe, incluindo o presidente Ernan Sena.
A intervenção da Polícia Militar foi providencial para fazer proteção à arbitragem. Uma barreira com cerca de 15 policiais impediu qualquer aproximação dos agressores ao trio, que se isolou e precisou ser escoltada na saída do gramado. Antes, porém, Bráulio e seus assistentes, Alex dos Santos e Henrique Neu Ribeiro, foram agredidos, sendo hostilizados também pela torcida.

Julgamento – A sessão aconteceu na sede do Tribunal, no Rio de Janeiro, com as presenças dos auditores Alcino Guedes, Sérgio Coelho, Miguel Ângelo Cançado, Caio Barros, José Maria Philomen e Ramon Rocha.
De acordo com Miguel Cançado, as imagens e denúncias apuradas provaram que o dirigente do Sergipe invadiu o campo, agrediu os árbitros e ofendeu os profissionais da arbitragem

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