Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br
Das 145 escolas visitadas pelo Sindicato dos Vigilantes Públicos do Estado de Sergipe (Sindvipse), 90% estão com material de prevenção contra incêndio e pânico vencido e outras não os têm, expondo estudantes e servidores ao risco. A denúncia é do presidente do Sindvipse, Ferreira Júnior.
Ele relatou que visitou todas as escolas da Diretoria de Educação de Aracaju (DEA) e Diretório Regional (DR 8) – Nossa Senhora do Socorro. "Foram 145 escolas visitadas em um período de seis dias, onde encontramos unidades de ensino com extintores vencidos, falta de sinalização nas saídas de emergência, hidrantes sem funcionamento na maioria das escolas e apenas 10% dos colégios contam com lâmpadas de emergência. Além de todos esses problemas não encontramos servidor capacitado para uma situação de emergência. Das 145 escolas visitadas, apenas duas estavam com extintor na validade e nos locais adequados", denunciou.
Segundo Ferreira, até na Secretaria de Estado da Educação (Seed) os hidrantes não funcionam. "Lá não existe esguicho e as mangueiras estão furadas", contou. O sindicalista avisou que já solicitou audiência com o Ministério Público de Sergipe. "Queremos fazer um Termo de Ajustamento de Conduta para que a situação seja resolvida". Ainda não há dia e horário para a reunião com o MPE, o Sindicato aguarda uma resposta do Ministério Público.
Eles também irão ao Corpo de Bombeiros nos próximos dias, a fim de protocolar uma reunião com a direção. "Queremos entregar um relatório da situação das unidades públicas de ensino. O comando do CB já sabe da situação, porque ouviu nossa denúncia em uma emissora de rádio, no entanto, não se pronunciou", reclamou Ferreira.
Um vigilante que não quis se identificar e trabalha no Colégio Estadual Governador Djenal Tavares Queiroz, em Aracaju, contou que as lâmpadas de emergência foram quebradas ou furtadas e os extintores de incêndio estão descarregados. "Não existe trabalho de conscientização com os alunos para que mantenha o patrimônio público", observou. Ele também disse que o elevador para deficiente nunca funcionou, "só vimos ele em atividade no dia da inauguração".
Secretaria de Educação – O chefe de Engenharia da Seed, Maurício Arce, informou que apenas em 2013 foram adquiridos 1.486 extintores, o que atende a aproximadamente 120 escolas, e que este ano a Secretaria já comprou 2.300 extintores. "Junto ao extintor vem outros equipamentos como lâmpada de emergência e placas de indicação de saída de emergência".
Ele contou que há casos em que os alunos esvaziam os extintores. "Esse é um problema recorrente. Porém, existe um contrato com uma empresa que recarrega os equipamentos". Outro ponto destacado por ele é a preocupação do Governo do Estado em seguir os padrões de segurança e acessibilidade. "Nos últimos sete anos quase 100 escolas foram reformadas. Temos o cuidado dos projetos contar com estrutura de material de prevenção contra incêndio e pânico e acessibilidade. O secretário Belivaldo Chagas tem como meta, até o final deste ano, executar esses projetos em todas as 378 escolas da rede estadual de ensino".
A Secretaria de Educação está elaborando projetos de combate a incêndio com a utilização de extintores para atender às escolas com até 750 metros quadrados. Já as unidades de ensino com área superior a 750 metros quadrados, além dos extintores de incêndio, serão dotadas de hidrantes.
Sobre o elevador do Colégio Estadual Governador Djenal Tavares Queiroz, ele admitiu que o equipamento está sem funcionar. "Estamos com problema porque as empresas não conhecem o sistema do elevador instalado", justificou.


