Mais de 1200 servidores do Estado que aderiram ao movimento grevista estão com os saldos bancários bloqueados por decisão da Secretaria de Orçamento e Gestão (Seplag), e por consentimento do poder judiciário. A medida foi aplicada apenas para os funcionários que decidiram reiniciar a greve mesmo após a administração pública estadual ter atendido ao pedido de implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). A maioria dos servidores bloqueados atua em esferas educacionais e este teria sido um dos motivos primordiais para que a decisão fosse apresentada pelo Estado e acarada pela justiça.
Conforme destacou a gestão estadual, o pleito foi atendido, a direção do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase) chegou a anunciar o fim da greve, mas em seguida optou por reiniciar o movimento devido à insatisfação apresentada por pequena parte dos servidores. Com a continuidade dos atos, crianças e adolescentes estão sendo prejudicados em dezenas de instituições educacionais, garante a Seplag. Em contraponto, a direção do Sintrase exigiu que a administração pública reveja os nomes incluídos na lista de bloqueio. Segundo críticas, profissionais não aderidos à greve também tiveram as contas bloqueadas.
Sobre este possível equívoco, a Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) orienta a todos os funcionários que se incluem nessa lista para que busquem solucionar o impasse junto à Seplag. Sales Neto, secretário de comunicação, também lamentou os problemas gerados pela greve aos estudantes. Entre estes impasses estaria a não produção de merendas escolares. Em tempo o gestor voltou a indicar ‘portas abertas’ para todas as categorias que desejam debater ações que resultem em progresso para o Estado e para os sergipanos.
De acordo com a direção geral do Sintrase, os trabalhadores solicitam que o Plano seja implementado com o reajuste de 24,31%, atendendo assim, o índice inflacionário – já que ele foi aprovado em 2014. Em contraponto a Seplag diz que a solicitação não pode servir como base para a greve, já que o tema não foi reunificado no PCCV. Diante do impasse o presidente Diego Araújo garantiu que parte dos servidores atingidos pelo bloqueio se mostra interessada em ocupar prédios públicos. O Governo de Sergipe já solicitou novo decreto de ilegalidade do movimento.

