Gabriel Damásio
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A polícia investiga o paradeiro da universitária paranaense Débora Aparecida Mirachi, 33 anos, desaparecida desde a noite da última quinta-feira, quando saiu de sua casa. Ela tinha avisado que sairia de casa para "dar uma volta", mas não fez contato e nem foi mais vista até o fechamento desta edição. As interrogações e a angústia da família, que já estavam altas, aumentaram ainda mais desde o dia seguinte, quando o carro da jovem, um VW Crossfox, foi encontrado no final da Rodovia José Sarney, no Mosqueiro (zona de expansão), por pescadores da região.
Todos os objetos pessoais dela, incluindo bolsa, chinelos, documentos e dinheiro, estavam intactos dentro do veículo, que estava com os vidros fechados e trancado a chave. O carro foi periciado hoje pelo Instituto de Criminalística, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), mas o resultado do exame não foi divulgado, Uma análise inicial constatou que não há sinais de arrombamento ou violência no veículo.
Neste domingo, e durante todo o dia, um helicóptero do Grupamento Tático Aéreo (GTA) sobrevoou a região onde o carro foi achado, em uma tentativa de localizar Débora, mas ela não foi encontrada. As investigações, sob responsabilidade da Divisão de Polícia Interestadual (Polinter), também permanecem em sigilo, para não atrapalhar o andamento dos trabalhos. Por meio da assessoria da SSP, o delegado Thiago Leandro Oliveira afirmou que todos as hipóteses e possibilidades para o caso são investigadas.
Entre as hipóteses, está a de que Débora, formada em Contabilidade e estudante de Direito da Universidade Tiradentes (Unit), teria cometido um suposto suicídio. A família, no entanto, não acredita nesta versão e afirma que a paranaense não teria motivos para cometer tal ato. O cunhado dela, Rony de Souza, descreveu-a como uma jovem tranquila. "Ela não tinha nenhum motivo para isso. É uma pessoa normal, que estuda, trabalha, namora, sempre fez tudo o que queria… Faz todas as coisas que um jovem faz. Isso só aumenta a nossa angústia", afirmou ele.
A jornalistas, Rony revelou que a estudante só estava chateada nos últimos dias por conta de uma decepção com o resultado de uma prova na faculdade, que segundo ela, teria sido motivada por um desentendimento com a professora da disciplina. "Ela estudou muito para tirar 10 nesta prova, estudou muito para tirar 10, mas acabou tirando a nota oito, por causa de duas questões que a professora não considerou. Ela foi questionar e as duas tiveram uma discussão. Ainda não conversamos com a professora, mas acredito que isso tenha sido uma discussão normal entre aluno e professor, quando o aluno sempre cobra a sua capacidade máxima nas provas", disse o cunhado. Segundo informações, uma folha com a prova contestada foi encontrada amassada no tapete do carro de Débora.
As buscas da família e da polícia continuam. Qualquer informação que possa levar ao paradeiro de Débora Mirachi podem ser passadas ao Disque-Denúncia (181) ou pelos telefones da família: (79) 3255-2628 e 8856-1819.


