Estudantes fazem vigília em protesto contra cortes de recursos pelo MEC

A Vigília aconteceu nesta quarta-feira, no hall da Reitoria da universidade(Foto:Schirlene Reis/Ascom UFS)

Milton Alves Júnior

Foi encerrada no início da noite de ontem a vigília articulada por acadêmicos da Universidade Federal de Sergipe (UFS), a qual teve como finalidade pressionar o presidente Jair Messias Bolsonaro contra o bloqueio de R$ 366 milhões do orçamento das universidades e institutos federais. Aa mobilização nacional contou com o apoio integral por parte dos professores e demais servidores inseridos nos campi do ensino público superior.
Enquanto os estudantes ocupavam o Hall da Reitoria do Campus São Cristóvão, o reitor Valter Santana viajava com destino à Brasília a fim de discutir o problema junto à Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
João Pedro Vieira, presidente do Diretório Central das/os Estudantes (DCE-UFS), voltou a destacar que o não repasse milionário resulta – já este mês de dezembro -, na suspensão de atividades acadêmicas e administrativas, além de fechamento de setores e de atraso de pagamento de bolsas a estudantes.
Em Sergipe a previsão é que, com os R$ 1.197.398 a menos nas contas da UFS, ao menos 3 mil alunos de graduação e pós-graduação da instituição poderão ficar sem bolsas e auxílios neste final de ano. Diante desse cenário, a universidade acumula uma perda de quase R$ 10 milhões no orçamento de 2022.
Este montante envolve desde os bloqueios, até os cortes. Segundo previsto nas atividades administrativas do próprio Ministério da Economia, quando acontece um bloqueio, o crédito já disponibilizado pela administração federal automaticamente fica indisponível. Já o corte é quando o crédito bloqueado não volta mais para o orçamento. “Lamentável que estejamos mais uma vez enfrentando este tipo de problema causado por um governo que, mesmo nos seus últimos dias de gestão, ainda encontra fôlego para impactar de forma negativa nos estudos acadêmicos. Isso gera retrocesso na vida dos estudantes porque eles precisam disso para pagar as contas como água, luz, aluguel. Muitos dependem unicamente disso para sobreviver”, denunciou o presidente do DCE.

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