Estudantes são impedidos de frequentar aulas no Coqueiral

Milton Alves Júnior

Com o apoio de uma viatura da Polícia Militar, as aulas da Escola Estadual José Alves Nascimento, localizada no bairro Coqueiral, em Aracaju, foram reiniciadas na manhã de ontem. Na tarde da última segunda-feira, 22, as atividades educacionais foram suspensas por determinação dos professores após a unidade ter recebido a ameaça de invasão por parte de traficantes de drogas da região. De acordo com o Batalhão de Polícia Comunitária (8º BPCom), responsável pela área do Coqueiral, uma segunda viatura estará realizando rondas nas intermediações da unidade escolar.

Apesar da presença militar na entrada principal da escola, a sensação de insegurança tem preocupado pais e demais responsáveis pelos alunos. Na avaliação feita por Arnaldo Pereira Costa, pai de dois estudantes, a marginalidade no Coqueiral não respeita mais nenhum cidadão que esteja na zona de atuação do tráfico. Ele pede maior apoio por parte da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). "Não adianta a secretaria de educação botar vigilante dentro da escola porque a ousadia e o poder do tráfico são maiores. Pedimos que a segurança pública melhore em todo o conjunto e deixe nossas crianças estudarem em paz", afirmou.

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que a tentativa de invasão articulada por traficantes foi registrada na Delegacia Plantonista por meio de boletim de ocorrência. A fim de evitar reincidência do caso, o corpo gestor da Escola José Alves Nascimento se reuniu ontem com profissionais do Núcleo de Prevenção à Violência (NPV). A Seed pretende realizar encontros entre os pais e gestores do NPV na tentativa de encontrar soluções emergenciais para a ocorrência.
"Estamos trabalhando intensamente para atender aos pedidos feitos pela comunidade estudantil. Para isso, um dos nossos oficiais está visitando com frequência a direção do colégio e debatendo esses assuntos. Vamos combater essa onda de violência e terror que a criminalidade tenta impor até dentro das escolas", declarou o major Edvaldo Barbosa Santos.

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